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O bingo de Jonas "Pistolas"

Mais dois golos. Mais uma vitória. Mais uma vítima. Jonas continua imparável na Liga Portuguesa e já leva 26 golos, liderando de forma impressionante a lista dos melhores marcadores do campeonato e a corrida à Bota de Ouro, com vantagem mínima sobre Higuaín e Suárez. Com o bis frente ao U. Madeira (2-0), já só restam dois "alvos a abater" para o "pistoleiro" da Luz - FC Porto e Sporting, próximo adversário do Benfica, são as únicas equipas da Liga que se foram conseguindo desviar das balas de Jonas.

Com 46 golos apontados em 51 jogos do campeonato, Jonas já "disparou" acertadamente na baliza de 17 dos 19 oponentes que enfrentou na Liga, com Belenenses e Nacional (6 golos) a serem, para já, os principais alvos do avançado brasileiro. Só em 2015/16, e com apenas 24 jornadas concluídas, Jonas já apontou golos a 12 dos 17 adversários em prova, somando 26 golos no total (média superior a 1 golo/jogo). Verdadeiro amuleto da sorte, sempre que Jonas marcou para o campeonato o Benfica acabou por vencer essa mesma partida - já nos cinco jogos em que participou diante dos principais rivais (três contra o FC Porto e dois contra o Sporting), e em que ficou em branco, o Benfica registou dois empates e três derrotas.

Jonas entre os principais goleadores de 2015

Depois de um ano de estreia ao mais alto nível, marcado pela hegemonia interna do Benfica, seu clube, parecem faltar adjectivos para descrever o impacto de Jonas no nosso campeonato. Um dos melhores jogadores do bicampeonato dos encarnados, e actual melhor marcador da prova, o avançado brasileiro inscreveu, em 2015, o seu nome entre os principais protagonistas do desporto-rei apontando 31 golos no campeonato, apenas superado pelos incontornáveis Cristiano Ronaldo (37) e Lionel Messi (34). Um registo verdadeiramente impressionante para um jogador do campeonato português.

No que diz respeito aos seis principais campeonatos europeus, Cristiano Ronaldo liderou a lista de melhores marcadores, embora tenha disputado mais partidas que o seu eterno rival, Messi, detalhe que se reflecte na média de golos por jogo - 0,97 do português, face aos 1,03 do argentino, o único dos principais goleadores com mais golos do que jogos. Segue-se então Jonas, com 31 golos em 32 jogos, incluindo quatro de grande penalidade, ligeiramente à frente do uruguaio Luís Suárez, com 29 golos na Liga Espanhola, e de Aubameyang, que também apontou 29 tentos na Bundesliga ao serviço do Borussia Dortmund, que assim fecham o Top-5. Para além de Higuaín e Harry Kane, ambos com 27 golos, apenas mais quatro avançados conseguiram superar a barreira dos 25 golos nas respectivas ligas, no presente ano civil: Ibrahimovic (26), Neymar (25), Lewandowski (25) e Griezmann (25).

Dos 31 golos de Jonas na Liga, apenas 8 foram marcados longe do Estádio da Luz, sendo que Académica e Belenenses, cada um com quatro golos encaixados, foram as suas vítimas predilectas. O registo goleador de Jonas funcionou, curiosamente, como um talismã para o Benfica, uma vez que o clube encarnado somou os três pontos em todos os encontros em que o avançado fez o gosto ao pé. Numa estatística mais geral de 2015, o número 17 das águias participou em 45 jogos, em todas as competições, fazendo balançar as redes adversárias em 36 ocasiões diferentes e contribuindo com mais 11 assistências.

Defesa aos pastéis

A 13ª jornada da Liga NOS não deverá guardar boas recordações para os adeptos do Belenenses, sobretudo os mais supersticiosos. Devido à derrota em Coimbra (3-4), a equipa permanece com 13 pontos, ocupando o 13º lugar, e ainda viu Ricardo Sá Pinto colocar o seu cargo à disposição. Olhando para o trabalho que o técnico português fez na Liga, salta logo à vista que a defesa tem "andado aos papéis". Ou "aos pastéis", tratando-se dos azuis do Restelo.

Nas 13 jornadas disputadas, o Belenenses tem 30 golos sofridos (média de 2,31 golos/jogo), sendo que 22 deles foram encaixados longe do próprio estádio, daí que não surpreenda que estejamos perante a defesa mais batida do campeonato. Em 6 dos 13 jogos, o guardião Ventura, totalista no campeonato, teve de ir buscar a bola ao fundo das redes pelo menos três vezes, o que atesta bem o desequilíbrio defensivo da turma azul - das restantes equipas, apenas a Académica (4) soma mais de três jogos com 3 ou mais golos consentidos em noventa minutos. Embora o registo defensivo seja predominantemente negativo, o Belenenses não é a equipa da Liga com menos clean sheets: Ventura conseguiu manter a baliza inviolável diante de Moreirense (2-0) e U. Madeira (1-0), tantas vezes quanto Salin, do Marítimo. Com apenas um jogo sem golos sofridos, Académica e Tondela dividem o estatuto de piores da prova nesse aspecto em particular.

Como os defesas também não estão inibidos de darem o seu contributo ao ataque, como é óbvio, convém realçar mais um dado estatístico bastante curioso: nenhum defesa do Belenenses soma um golo ou uma assistência até ao momento no campeonato, registo inédito entre todas as equipas da competição. Gonçalo Brandão, verdade seja dita, até já fez o gosto ao pé logo na jornada inaugural, frente ao Rio Ave (3-3)... mas na baliza errada.

De volta à boa forma?

Depois de um retorno em grande ao principal escalão do futebol nacional, o desafio do Moreirense para a nova época era o maior até à data. Privado de jogadores nucleares em 2014/15, que rumaram a outras paragens na abertura do mercado - Marafona, Paulinho, André Simões, Arsénio -, Miguel Leal sabia que um bom arranque poderia motivar um conjunto em reconstrução. No entanto, o início de época não correu como o desejado. Apesar de quase ter roubado pontos ao Benfica (2-3), na Luz, e de ter travado, em casa, o FC Porto (2-2), o Moreirense não fez mais do que 3 pontos nas oito jornadas inaugurais.

A ocupar a posição de "lanterna vermelha", foi em Coimbra [Académica 1-1 Moreirense], já para lá dos 90', que a equipa se relançou no campeonato, graças a um remate certeiro de Ença Fati. Desde então, a história dos cónegos mudou completamente: para além do registo de 3 jogos consecutivos sem sofrer golos (Stefanovic muito contribuiu para tal), a equipa venceu finalmente um jogo no campeonato, ante o Paços de Ferreira (2-0), deixou pela primeira vez o Rio Ave em branco (1-0) e roubou pontos ao Sp. Braga (0-0), uma das equipas a lutar abertamente pelos lugares cimeiros da tabela. Conhecido por montar bem a sua equipa do ponto de vista táctico, Miguel Leal viu, assim, o seu Moreirense melhorar substancialmente os índices ofensivos e, sobretudo, defensivos nas partidas mais recentes. Na época transacta, o técnico não foi além de 4 partidas consecutivas sem conhecer o sabor da derrota (2 vitórias, 2 empates), algo que agora se torna a verificar. Conseguirá na próxima jornada, diante do Sporting, melhorar esse registo e estabelecer um novo máximo?

"Su(k)cesso" Asiático

É muito raro ver um clube português apostar num jogador asiático para o seu plantel. Quer pela natural barreira linguística ou cultural, quer pela gritante diferença de exigência técnico-táctica, é bastante provável que essa mesma aposta não se torne num caso de sucesso. Suk Hyun-Jun, ou simplesmente Suk, é, portanto, uma excepção à regra. O avançado sul-coreano, que cumpre actualmente a sua terceira época no campeonato nacional, tem sido um dos melhores na sua posição desde o início da prova, assumindo uma preponderância vital no processo ofensivo do Vit. Setúbal.

Titular nas 12 jornadas da presente edição da Liga, e apenas superado pelo totalista Frederico Venâncio no número de minutos jogados por um jogador da formação sadina, Suk é o segundo melhor marcador da competição (juntamente com o sportinguista Islam Slimani) com 7 golos marcados. Um número que lhe permite melhorar a marca do ano passado (6 golos, ao serviço de Nacional e Vit. Setúbal, em 30 jogos) e isolar-se ainda mais como melhor marcador asiático em toda a história da Liga Portuguesa (17 golos). Aos tentos marcados em 2015/16, Suk acrescenta ainda 4 assistências, o que atesta a influência na manobra ofensiva da equipa - está directamente envolvido em 11 dos 21 golos (52,4%) do Vit. Setúbal na Liga.

Apenas superado por FC Porto e Benfica, e em igualdade com o Sporting, o ataque da turma do Sado também tem contado com outras peças em destaque. André Claro tem sido um parceiro à altura na frente de ataque (5 golos e uma assistência), Costinha teve um bom arranque de campeonato e Arnold Issoko e André Horta têm vindo a conquistar o seu espaço entre o grupo principal daquela que está a ser uma das revelações do principal escalão da Liga até ao momento.

Mestre da táctica... defensiva

Apesar de uma maior contenção financeira, esperava-se que Jorge Jesus tivesse um impacto imediato e fosse capaz de finalmente fazer com que o Sporting rivalizasse com Benfica e FC Porto, os outros grandes candidatos ao título. E a verdade é que o clube de Alvalade está no bom caminho. Mas o apelidado "Mestre da Táctica", ao contrário do que nos habituou nas últimas épocas - apenas não superou a fasquia dos 100 golos marcados no ano passado -, está actualmente a (tentar) fazer valer a máxima «Ataques ganham jogos, defesas ganham campeonatos». Como se pode constatar pela imagem ao lado, e com o auxílio dos dados da Opta, o Sporting é a equipa que recebeu menos remates adversários enquadrados com a sua baliza (18), dos quais 5 (dois deles de grande penalidade) fizeram balançar as redes à guarda de Rui Patrício. Noutros registos defensivos importantes, o conjunto de Jorge Jesus apenas é superado pelo Vit. Guimarães (185) no número de desarmes ganhos e pelo Sp. Braga (639) no número de duelos ganhos - individualmente, Adrien lidera os leões em ambos os capítulos.

Com apenas um golo sofrido nas últimas sete jornadas [Sporting 5-1 Vit. Guimarães], estamos perante a segunda melhor defesa do campeonato, apenas superada pela do FC Porto (4 golos concedidos), e o melhor Sporting do século XXI no que diz respeito à quantidade de golos sofridos (5) no primeiro terço do campeonato. Já de Jorge Jesus não se pode afirmar o mesmo. O técnico igualou o registo alcançado na sua única época ao serviço do Sp. Braga, em 2008/09, em que alcançou o 5º lugar, meses antes de iniciar uma nova etapa enquanto treinador do Benfica.

Nas asas do Dragão

Apesar de não praticar o futebol mais espectacular da Liga, ninguém pode negar que a defesa do FC Porto tem sido uma das mais consistentes do campeonato. Algo que já se havia verificado no ano passado. Uma das imagens de marca do sector defensivo deste ano tem sido, indubitavelmente, a influência ofensiva que os laterais têm tido. Depois das saídas de Danilo e Alex Sandro, este último ainda fez uma assistência no único jogo em que participou esta época, Maxi Pereira e Miguel Layún têm sabido dar boa resposta nas asas (leia-se "alas") do Dragão. O uruguaio já soma 5 assistências, apenas menos uma face ao registo de 2014/15, embora ainda não tenha feito o gosto ao pé. Já o mexicano, que apenas chegou no fecho do mercado de transferências, tem sido o melhor jogador da Liga nas últimas cinco jornadas, acrescentando um golo às suas 4 assistências.

Ainda assim, não são apenas os laterais que merecem destaque. O FC Porto é agora a equipa que já não sofre golos há mais tempo - desde a 6ª jornada -, dado que confere aos azuis e brancos o estatuto de melhor defesa do campeonato (4 golos sofridos). Neste primeiro terço de campeonato, para além dos três jogadores supracitados, também os centrais Iván Marcano e Maicon, com um e dois golos, respectivamente, já participaram em golos portistas. A boa forma do sector defensivo estende-se à baliza, onde Iker Casillas defendeu um penálti em Aveiro, diante do Tondela (1-0), dando continuidade ao número de minutos sem sofrer qualquer golo na Liga.

Muralha Russa

Já tinha sido destacado na Equipa do Mês de Outubro e está-se a tornar na grande figura do campeonato na sua posição. Isto depois de um ano em que foi suplente de Matheus, cujos minutos se restringem, agora, aos jogos da Liga Europa, e em que deu uma boa réplica sempre que foi chamado a intervir (6 clean-sheets em 11 jogos da Liga e uma exibição memorável num jogo da Taça de Portugal, no terreno do Benfica). Kritciuk, guarda-redes de 25 anos do Sp. Braga, somou o seu quinto jogo consecutivo sem qualquer golo encaixado. Líder da Liga em clean-sheets (6, em igualdade com Casillas), as boas exibições ante Vit. Guimarães (fora), Arouca (casa), FC Porto (fora), Belenenses (casa) e, mais recentemente, U. Madeira (fora) permitem que o russo continue a ser o único jogador da Liga sem golos sofridos nos meses de Outubro e Novembro [Sp. Braga 5-1 Marítimo, com um golo de Dyego Sousa, foi o último jogo em que a bola entrou na sua baliza]. A própria estatística mostra que o seu número de defesas aumentou consideravelmente nos últimos cinco jogos, o que se traduz na classificação da equipa minhota entre as melhores defesas do campeonato (1º lugar, com apenas 5 golos sofridos, tantos quanto o FC Porto, que tem um jogo a menos) e na tabela classificativa (3º lugar). Também merece uma atenção especial a defesa do Sp. Braga, sobretudo a jovem dupla de centrais constituída por Wily Boly, que cada vez mais adquire um papel imprescindível neste sector, e Ricardo Ferreira, que tem merecido a confiança de Paulo Fonseca e até já se estreou a marcar no campeonato.

JGG-47: A principal arma do Benfica

AK-47 é uma das armas de origem soviética mais conhecidas à escala global. No plantel do Benfica, somando os números das camisolas envergadas dentro de campo, existe um trio que se tem destacado pelos efeitos igualmente devastadores e que tem dinamitado o ataque encarnado ao longo deste primeiro terço do campeonato. Com um total de 12 golos e 14 assistências nas primeiras nove jornadas disputadas - o encontro com o U. Madeira ainda não se realizou -, Jonas, Gaitán e Gonçalo Guedes constituem a principal arma ofensiva da equipa com mais golos apontados na prova.

Gaitán continua a demonstrar o porquê de ser considerado o melhor jogador a actuar no campeonato nacional e lidera o capítulo das assistências (7) e ocasiões criadas, ao passo que Jonas, melhor marcador da Liga (8 golos), tem sido um dos goleadores de 2015, apenas atrás de Messi e Ronaldo, se considerarmos as principais ligas europeias. Gonçalo Guedes, que apenas assumiu a titularidade a partir da 3ª jornada, tem crescido a olhos vistos, tendo participado directamente em sete golos desde então. Curiosamente, o último jogo, frente ao Boavista (2-0), manteve uma tendência que se tem verificado até ao momento. Em todas as seis vitórias do Benfica na Liga, pelo menos dois destes três jogadores tiveram influência directa (golo ou assistência) no resultado final de cada partida. Os restantes encontros, diante de Arouca (0-1) e com os rivais FC Porto (0-1) e Sporting (0-3), foram sinónimo de pólvora seca e de três pontos perdidos em combate.

De cabeça quente

Não está a ser o início que os adeptos do Marítimo esperavam. A equipa do Funchal partiu para esta temporada com a ambição de voltar às competições europeias, mas ao cabo de oito jornadas soma apenas duas vitórias e um total de oito pontos (13º lugar). E um dos dados estatísticos que sobressai de imediato e tem deixado os adeptos de mãos na cabeça é, sem dúvida, o número de cartões vermelhos exibidos. Os jogadores do Marítimo já foram expulsos em seis ocasiões - Tiago Rodrigues (x2), Raúl Silva, João Diogo, Diallo e Dirceu -, sendo que todas elas surgiram nos últimos seis jogos (o encontro com o Vit. Setúbal, à 4ª jornada, foi o último a terminar com 11 insulares em campo). A nível geral, os verde-rubros lideram destacadamente a tabela da indisciplina da Liga NOS - têm o dobro dos cartões vermelhos (6) face às equipas que se seguem neste capítulo e são ainda a equipa com mais cartões amarelos (30). Juntamente com as restantes cinco equipas da Liga com pelo menos três vermelhos, representadas na imagem ao lado, temos aqui 68% das expulsões do campeonato!

Por falar em cabeça quente, e apesar de ter ficado em branco na derrota caseira com o Paços de Ferreira nesta última jornada, o Marítimo é a equipa da Liga com mais golos de cabeça (6), um registo entretanto igualado pelo Rio Ave no último fim-de-semana graças às finalizações certeiras de Zeegelaar e Guedes.

Jonas entre os melhores na lista de goleadores de 2015

Era difícil pedir melhor na época de estreia. Jonas continua a encantar os adeptos encarnados com golos aliados a boas exibições - nos últimos sete jogos apontou nove golos, falhando apenas o alvo na derrota em Vila do Conde (1-2) -, facto que lhe valeu entretanto o prémio de Melhor Jogador do Mês de Fevereiro. Mas é exactamente o número de golos apontados pelo dianteiro brasileiro que merece ser destacado.

Entre as principais ligas europeias, e considerando todas as competições oficiais, Jonas é o 4º melhor marcador de 2015 (15 golos). Graças ao bis alcançado diante da Académica (5-1) na última jornada, o nº17 das águias ultrapassou Harry Kane (Tottenham) na lista de melhores marcadores do presente ano civil e persegue agora os registos de Ibrahimovic (16), Cristiano Ronaldo (17) e Messi (22). Se ignorarmos os penáltis convertidos por cada jogador, Jonas sobe uma posição no ranking, uma vez que metade dos golos de Ibrahimovic no PSG em 2015 resultaram da conversão de castigos máximos. Com menos jogos disputados (17) que os demais opositores, ainda que a diferença seja mínima exceptuando o caso de Messi (22 jogos), a verdade é que a média de golos por jogo não dá azo a oscilações no Top5.

Depois de ter terminado 2014 de pé quente na Taça da Liga, competição onde até agora facturou em todos os jogos, Jonas juntou-se a Lima na 2ª posição da tabela de melhores marcadores do campeonato (14 golos). Dos 14 adversários que defrontou em 2015, apenas não balançou as redes diante de Marítimo (4-2), Paços de Ferreira (0-1), Sporting (1-1) e Rio Ave (1-2).

Rainha dos empates

8 dos 11 empates registaram-se em Coimbra
No passado fim-de-semana, a Académica saiu do Estádio do Bonfim com mais um empate (0-0) na bagagem, o seu 11º na Liga. Se é justo dizer que a Briosa é a "rainha dos empates" a nível nacional, o mesmo poderá ser dito se alargarmos o prisma e tivermos em conta os principais campeonatos europeus.

Com 20 jornadas disputadas, a Académica possui uma percentagem de empates situada nos 55%, uma vantagem considerável face aos 50% de Empoli, Sampdoria e Sassuolo (Itália - 22 jogos) e Mainz (Alemanha - 20 jogos). Ainda assim, a formação que mais empata não é a de Coimbra, mas sim uma inglesa - o Sunderland, com 12 igualdades, mas mais jogos disputados (25) e, consequentemente, uma percentagem menor (48%), lidera a tabela nesse capítulo. Curiosamente, os estudantes são os que mais gostam de averbar um ponto em casa: 8 dos 11 empates da Académica na Liga verificaram-se no Estádio Cidade de Coimbra, um registo máximo, esta época, entre os seis principais campeonatos europeus.

Ao contrário das outras equipas enunciadas, a Académica não vive uma situação propriamente confortável no campeonato. Na 16ª posição e com apenas 14 pontos, a turma de Paulo Sérgio vai beneficiando do triunfo em Arouca (1-0) para escapar às posições que dão descida directa para o segundo escalão do futebol nacional. Para já, segue-se um jogo em casa, frente ao Boavista, que poderá revelar-se importante na luta pela manutenção.

Um médio influente na Choupana

Tiago Rodrigues está emprestado pelo FC Porto
Ninguém deve ter previsto a entrada em falso que o Nacional teve na presente época. Contrariando aquelas que foram as dificuldades iniciais - esteve sempre próxima dos lugares de despromoção -, a equipa madeirense já leva 24 pontos, os mesmos que Marítimo e Moreirense, equipas que se situam nos lugares cimeiros da segunda metade da tabela.

O que mudou? Poder-se-á falar da aposta de Manuel Machado em certos jogadores (Lucas João tem justificado a aposta) e das suas opções tácticas, mas há um jogador que tem estado em particular destaque nos últimos jogos pela influência que tem tido desde a sua estreia - Tiago Rodrigues, médio criativo emprestado pelo FC Porto, foi titular nos quatro jogos disputados desde a sua chegada à Madeira e já leva um golo e três assistências. Mais: o Nacional soma quatro vitórias consecutivas - diante de Boavista, Paços de Ferreira, Moreirense e Belenenses -, ou seja, um total de 12 pontos, tantos como nas primeiras 15 jornadas (até soma mais vitórias), e a média de golos marcados por jogo sofreu um aumento significativo (0,6 para 2,5 golos/jogo). Em contrapartida, o Nacional sofreu golos nas últimas quatro partidas que disputou.

Castores destorem muralha de Júlio César

Júlio César ficou a um jogo de entrar no pódio
Na ressaca da derrota na Mata Real (0-1), Júlio César viu a sua série de minutos sem sofrer golos conhecer um sabor amargo. O guardião do Benfica ficou, assim, a um jogo de entrar no Top3 dos melhores registos do clube, após Sérgio Oliveira, de penálti, ter batido o guarda-redes brasileiro. Os 808 minutos que Júlio César esteve sem conceder qualquer golo para a Liga - a série começou logo no primeiro minuto do jogo diante do Nacional e prolongou-se até à deslocação de hoje a Paços de Ferreira (pelo meio, Académica, Belenenses, FC Porto, Gil Vicente, Penafiel, Vit. Guimarães e Marítimo não facturaram contra os encarnados) - são, portanto, a 4ª melhor marca de sempre na história do Benfica, apenas atrás de Bento, que na temporada 1985/86 conseguiu manter a baliza imaculada durante 1.065 minutos, um registo ainda melhor que os 839 minutos que já havia registado em 1977/78, e de José Henrique, que manteve as redes intactas por 836 minutos, em 1971/72.

Outro registo impressionante que também pereceu hoje na Mata Real foi a série de 81 jogos consecutivos a marcar em jogos do campeonato [jogo anterior sem golos das águias: derrota em Alvalade (0-1), em Abril de 2012]. Em jeito de curiosidade, desde que Jorge Jesus assumiu o seu cargo, o Benfica marcou em todos os jogos caseiros da Liga (86).

Pólvora seca no castelo de Guimarães

Ofensiva vimaranense já conheceu melhores dias
O Vit. Guimarães tem sido uma das mais agradáveis surpresas desta primeira volta do campeonato nacional. Além de André André, o craque do meio-campo, o trio ofensivo constituído por Hernâni, Bernard e Tomané tem encantado pela sua irreverência e ligação directa aos golos (os três jogadores somam 9 remates certeiros e 8 assistências). No entanto, os últimos cinco jogos para o campeonato demonstraram um Vit. Guimarães a pecar no capítulo da finalização - 4 golos em apenas um dos últimos 5 jogos [recepção ao Nacional (4-0)]. Aliás, o jogo frente ao Sp. Braga (0-0), fora de casa, a contar para a 12ª jornada, foi o primeiro esta época em que os comandados de Rui Vitória falharam o assalto à baliza contrária, algo que já se repetiu por mais três jogos, daí que não seja de estranhar que a média de golos marcados tenha descido consideravelmente. Incluindo o jogo da "Pedreira", os vimaranenses somam 2 empates e 2 derrotas nos últimos 5 jogos, um registo negativo quando comparado com as primeiras 11 jornadas (apenas 2 empates e 1 derrota). A juntar-se a estes dados está a pior notícia de todas: o Vit. Guimarães deixou-se alcançar por FC Porto e Sporting, ocupando actualmente o 4º lugar. Segue-se uma recepção à Académica. O jogo poderá ser histórico para o clube: o recorde de pontos registados durante a primeira metade do campeonato, obtido por Jaime Pacheco e Quinito em 1997/98, está fixado em 32 (a equipa de Rui Vitória já leva 31). Altura de regressar às conquistas?

Académica a um jogo caseiro de um recorde negativo

Sequência pode ultrapassar registo de 2011/12
Demasiado fraco. E muito preocupante. E olhando para o calendário, o cenário não é nada favorável. Perder pontos em casa com equipas como Vit. Setúbal, Moreirense ou Penafiel, que lutam por uma posição confortável na tabela, longe dos lugares de despromoção, é inadmissível. E o registo forasteiro também não é nada animador - apenas uma vitória [em Arouca (0-1)] -, o que se reflecte na 16ª posição que a equipa ocupa actualmente.

A Académica, graças ao empate concedido já para lá dos 90' diante do Paços de Ferreira (2-2), vai chegar ao final da primeira volta do campeonato sem qualquer vitória caseira nos 9 jogos que disputou. Tendo em conta o final da época anterior, a estatística indica que a Briosa já vai em 11 jogos consecutivos sem vencer em casa para o campeonato, um registo semelhante ao que se verificou em 2011/12. Nessa época, a Académica registou 4 empates e 7 derrotas em 11 jogos, números ainda mais preocupantes que os actuais (9 empates e 2 derrotas). Das quatro piores sequências em toda a história do clube, a actual é a que menos derrotas e golos sofridos apresenta (o mesmo é válido para a diferença entre golos marcados e sofridos). As únicas derrotas que a Académica consentiu registaram-se já em 2014/15, em duas jornadas consecutivas [Benfica (0-2) e FC Porto (0-3)], sendo que um dos empates foi obtido contra o outro dos denominados "três grandes", o Sporting (1-1), logo a abrir a temporada. O próximo jogo em Coimbra será contra o Marítimo (19ª jornada).

Famalicão x Varzim, é assim que se ocupa um estádio!

O efeito da "casa cheia" no CNS
Impressionante. Tanto pelo ambiente que é possível verificar num jogo do Campeonato Nacional de Seniores (CNS), como pelo contraste face ao que se verifica no principal escalão do futebol nacional.

O jogo Famalicão x Varzim (2-2), que infelizmente também ficou célebre pela polémica arbitragem, teve o condão de mostrar que é possível haver "casas cheias" no CNS capazes de fazer inveja - e servir de exemplo - à maior parte dos clubes nacionais. Os 10.000 espectadores presentes no Municipal 22 de Junho constituíram a 41ª melhor assistência da época do campeonato nacional (e seus diferentes escalões). E se atentarmos nos números, verificamos que, descontando os jogos em que intervêm Benfica, FC Porto ou Sporting, teve a 9ª melhor assistência da época a nível nacional em 2014/15. Vit. Guimarães e Sp. Braga são as únicas equipas capazes de registar ocupações caseiras superiores a 10.000 pessoas, sendo que os vimaranenses dominam completamente esse registo na época em vigor (os únicos jogos que não estão presentes na imagem ao lado são as recepções a FC Porto e Sporting). Se, para além dos "três grandes", retirarmos os dois rivais minhotos da equação, os dados tornam-se ainda mais surpreendentes. O jogo com mais espectadores a seguir ao Famalicão x Varzim disputou-se em Coimbra [Académica x Estoril (2-2)] e contou com 4.222 pessoas, menos de metade que o jogo supracitado do CNS. Como se já não bastasse, o terceiro jogo mais visto em 2014/15 é da 2ª Liga [Vit. Guimarães B x Leixões (3-3)], com um total de 3.740 pessoas.

Uma questão de eficácia

O Benfica de Jorge Jesus sempre habituou os adeptos encarnados a um ataque avassalador. Prova disso são os 82 jogos consecutivos que a equipa já leva a marcar no seu estádio sob o comando do seu actual treinador. Mais uma vez houve goleada no Estádio da Luz, mas desengane-se quem pense que o triunfo foi folgado. O Benfica fez um total de 23 remates, um novo máximo do clube esta época, dos quais saíram quatro golos em menos de 15 minutos. Não é à toa que se diz que o primeiro é sempre o que mais custa... Igual número de golos apontou o Sporting na sua deslocação a Penafiel. Num duelo em que os sportinguistas visaram a baliza de Haghighi por 15 vezes (só remataram menos vezes contra o FC Porto), o primeiro dos dois golos de Slimani no jogo foi fundamental para o desbloqueio da partida. Montero (terminou com a sua seca de golos) e Nani (cada vez mais a assumir um papel preponderante na equipa) fecharam as contas do jogo e permitiram ao Sporting somar 9 golos nos últimos três desafios a contar para o campeonato e tornar-se no melhor ataque fora de casa. No Estádio do Dragão, o FC Porto teve de saber sofrer para levar o Sp. Braga de vencida. Curiosamente, este foi o 2.º jogo da corrente edição da Liga em que os azuis e brancos mais vezes (6) remataram à baliza. Mais, apenas frente ao Moreirense (7), num jogo que terminou com uma vitória caseira por 3-0. Mas passemos para um plano mais geral, onde tudo fica mais interessante.

NOTA: Os dados apresentados não são oficiais

Ao fim de sete jornadas temos o Benfica como a equipa que mais acertadamente visa o alvo (é inclusive o melhor ataque da Liga), um Sporting como a equipa mais rematadora do campeonato e um FC Porto distante dos rivais lisboetas em termos ofensivos. De realçar ainda que os dois clubes lisboetas repartem as duas posições cimeiras em cada um dos dois aspectos.

Convém não esquecer que os dragões têm a defesa menos batida da prova, mas não deixa de ser curioso reparar no escasso número de remates à baliza (33) que o FC Porto tem ao cabo de sete jornadas (9.º neste capítulo entre as 18 equipas da Liga). A precisão dos remates dos azuis e brancos à baliza (31%) também é manifestamente inferior quando comparada com a de Benfica (48%) e Sporting (38%), o que, tudo somado, surpreende bastante tendo em conta a qualidade inegável dos seus avançados.

Não tão estranho é ver o Sporting como a equipa mais rematadora do campeonato, tal a dinâmica ofensiva que Marco Silva consegue impor nas suas equipas (já no Estoril conseguia fazer com que a equipa circulasse muito bem a bola e pressionasse em zonas adiantadas do terreno). Se por um lado é importante ressalvar que o Sporting já defrontou os dois grandes nestas primeiras sete jornadas, por outro a estatística indica que o único jogo em que a equipa leonina fez pelo menos 20 remates foi diante do Belenenses (28, um recorde da época até ao momento), num jogo que terminou... 1-1.

Benfica e FC Porto no Top100 das maiores médias de público

Há uns dias foi apresentado o ranking das ligas com maiores taxas de ocupação dos estádios, desta vez foi publicado o Top100 dos clubes que mais adeptos atraíram aos seus recintos.

Segundo a Pluri Consultoria, o Borussia Dortmund volta a ser o clube que mais adeptos levou ao seu estádio em 2013/14, com uma média de 80.297 espectadores por jogo. O pódio é fechado por Man. United e Barcelona, numa lista que apenas conta com duas equipas portuguesas. O Benfica surge na 26.ª posição (média de 43.613 espectadores) e o FC Porto na 72.ª posição (28.685 espectadores). Quanto ao resto, destaque para a fraca média de público, comparativamente também à taxa de ocupação dos estádios, dos diversos clubes italianos e, por outro lado, para a excelente média das equipas alemãs (impressionante como o Hertha de Berlim, que no ano passado esteve no escalão secundário da Alemanha, é 9.º neste ranking).

Liga Zon-Sagres teve a 24.ª melhor taxa de ocupação dos estádios na temporada 2013/14

Liga Zon-Sagres teve a 24.ª melhor taxa de ocupação dos estádios na temporada 2013/14
Em termos de qualidade individual e colectiva a Liga Portuguesa é indubitavelmente uma das melhores a nível europeu, no entanto, o número de adeptos a ocupar os estádios continua a ser baixo tendo em conta a capacidade dos mesmos.

De acordo com a agência brasileira PLURI Consultoria, a Liga Portuguesa ocupa a 24.ª posição do ranking mundial no que à taxa de ocupação dos estádios diz respeito. A Liga Zon-Sagres recebeu em média 10.217 espectadores por jogo na temporada 2013/14, o que equivaleu a uma taxa de ocupação média de 45,8% e a uma subida de três lugares no ranking face ao ano anterior. O ranking é dominado pela Alemanha, mas merecem nota de destaque as divisões menores de Inglaterra, Alemanha, Espanha e França que nele vigoram.

Numa análise mais detalhada, é possível concluir que a Liga Portuguesa possuiu a 20.ª melhor taxa de ocupação a nível europeu (15.ª se ignorarmos as divisões inferiores). Em termos de média de público até ficou atrás de campeonatos europeus mais secundários (Suíça e Ucrânia são os casos mais surpreendentes), superando apenas os países do Norte da Europa e confirmando o cenário que se tem verificado ao longo dos últimos anos nos estádios portugueses.