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Liga NOS 2015/16: Equipa do Ano

Chegou a altura de baixar as cortinas. O Benfica voltou a conquistar o título nacional, mantendo a ligeira vantagem face ao Sporting, segundo classificado, na recta final da prova. O FC Porto, longe dos rivais, finalizou em terceiro, enquanto que Sp. Braga (vencedor da Taça de Portugal), Arouca e Rio Ave englobam o lote de equipas que se qualificaram para a Liga Europa. Académica e União da Madeira, nos últimos lugares da tabela, disputarão o segundo escalão do futebol nacional na próxima época. Posto isto, falta reconhecer quem mais se evidenciou do ponto de vista individual. Aqui ficam as minhas escolhas para o 11 Ideal da Liga NOS*.


RUI PATRÍCIO (Sporting): Além da sua regularidade ao longo da época, o Sporting foi o clube com mais clean-sheets (17), tantos como o Benfica, e melhor defesa do campeonato.

MAXI PEREIRA (FC Porto): Foi fazendo um campeonato em crescendo, embora não tenha sido exuberante, e manteve a regularidade que já lhe é característica. Estreou-se a marcar pelos azuis e brancos na Liga e somou ainda 9 assistências.
HUGO BASTO (Arouca): A época fabulosa do Arouca deveu-se muito à regularidade do conjunto de Lito Vidigal, e a defesa não foi excepção. Foi uma das referências no sector mais recuado, pese embora a sua tenra idade.
JARDEL (Benfica): O melhor defesa central do campeonato por larga margem. Tornou-se no novo patrão da defesa encarnada, formando excelentes duplas com Luisão, Lisandro López e Lindelof, e apontou dois golos decisivos na recta final da prova (3 golos e 4 assistências nos 30 jogos disputados).
MIGUEL LAYÚN (FC Porto): Apresentou uma estatística verdadeiramente impressionante para a posição que ocupa no terreno (5 golos e 16 assistências) e foi um dos destaques do campeonato a uma determinada altura. A crise do FC Porto acabou por se alastrar ao mexicano na segunda volta, mas os seus números não deixam margem para dúvida quanto à sua presença neste onze.

JOÃO MÁRIO (Sporting): Originalmente médio centro, fixou-se do lado direito do meio-campo leonino, mas a sua qualidade de passe e inteligência fazem a diferença num esquema táctico como o de Jorge Jesus. O que faz, fá-lo bem. Os 6 golos e 10 assistências não enganam.
IURI MEDEIROS (Moreirense): Foi a referência do Moreirense, rubricando por diversas vezes exibições de encher o olho e que lhe prometem uma vaga no plantel principal do Sporting na próxima temporada. Terminou com 8 golos e 8 assistências.
ADRIEN SILVA (Sporting): Repetindo o que já foi escrito há uns meses: é um dos melhores jogadores do campeonato no que concerne ao "trabalho invisível". Líder do meio-campo dos leões, finalizou a prova com 8 golos e 6 assistências.
DIOGO JOTA (P. Ferreira): Confirmou as expectativas de possível melhor jogador jovem do campeonato, carregando os pacenses às costas apesar de ainda ser bastante jovem e está agora pronto para pisar relvados de maior gabarito. Os 12 golos e 4 assistências demonstram bem o seu potencial.

SLIMANI (Sporting): Um avançado à medida de Jorge Jesus, que exibiu bem os seus dotes de goleador sob a alçada do novo técnico (27 golos e 3 assistências) e continua a fazer estragos na nossa Liga pelas suas qualidades físicas e técnicas.
JONAS (Benfica): Mais um ano em grande para o "papa-estatísticas" Jonas (32 golos e 12 assistências, ou seja, um envolvimento directo em metade dos golos da equipa na Liga), cujo único defeito parece mesmo ser a sua crise goleadora nos jogos grandes - Sporting e FC Porto são os únicos clubes a quem o brasileiro ainda não marcou.


BANCO DE SUPLENTES**: Bracali (Arouca), Lucas Lima (Arouca), Rúben Semedo (Sporting), Danilo Pereira (FC Porto), Otávio (Vit. Guimarães), Bryan Ruiz (Sporting) e Mitroglou (Benfica).



Melhor Jogador: Jonas. Mais um ano a apresentar uma folha estatística impressionante. Rivalizou com os melhores pela Bota de Ouro e foi novamente imprescindível para a conquista do título, aliando uma elevada capacidade de finalização à inteligência que lhe é reconhecida.

Melhor Jogador Jovem: Diogo Jota. Renato Sanches ficou ligado ao título do Benfica pela forma como deu um novo alento aos encarnados, mas o jovem pacense foi bastante regular ao longo da temporada e apresentou números muito sólidos.

Melhor Treinador: Lito Vidigal. Rui Vitória tem mérito na conquista do campeonato, ainda para mais com um novo recorde de pontos (88), mas o trabalho de Lito Vidigal foi bastante subvalorizado pela Comunicação Social. Levar um clube com menos recursos, e que há um ano lutava para não descer, a um sólido 5º lugar é um feito impressionante.
Jogador Revelação: Renato Sanches. Não se pode pedir muito mais a um jovem que começou a temporada a alinhar pela formação secundária do Benfica e terminou a época como titular indiscutível e peça importante na conquista do campeonato.
Melhor Golo: Suk (2ª jornada). Um remate indefensável ao canto superior. Apenas o golo de Edgar Costa (Marítimo) lhe faz frente.


*Os jogadores destacados no 11 Ideal respeitam as posições em que têm vindo a jogar e o esquema táctico que tenho usado nos balanços mensais. A sua escolha respeita, principalmente, os seguintes critérios: minutos jogados, números apresentados, regularidade, impacto na classificação da equipa, expectativas iniciais.
**Posições dos jogadores no banco de suplentes: 1 GR, 2 DEF (lateral + central), 3 MED, 1 AV.

Liga NOS: Balanço do Mês (Abril)

Com o campeonato cada vez mais próximo da sua recta final, Benfica e Sporting vão lutando taco a taco pelo título, com os verdes e brancos a necessitarem de um deslize adversário para sonhar com o primeiro lugar. Os encarnados permanecem invictos desde o embate em Alvalade, e o Sporting está a mostrar que pretende acabar a competição em grande, depois de um grande triunfo no reduto do FC Porto, que assim somou a terceira derrota em casa, na Liga, esta época. Um pouco mais abaixo na tabela, o Arouca está cada vez mais perto de uma qualificação inédita para a Liga Europa, enquanto que o Tondela, que muitos davam como descido há uns meses, poderá estar prestes a concretizar uma manutenção impressionante. Por outro lado, a Académica precisa de um milagre para se salvar esta época, e o Vit. Setúbal continua em queda livre e arrisca-se a passar um mau bocado no momento mais decisivo do campeonato. As decisões finais serão conhecidas nas próximas semanas.

Individualmente, Slimani destacou-se do resto da concorrência com 6 golos apontados em Abril, pelo menos mais dois do que qualquer outro jogador da Liga; mais um mês em grande para João Mário, que juntou um golo e duas assistências a exibições de grande nível; Élio Martins (3 golos e 3 assistências) revelou-se decisivo nos últimos jogos, sobretudo na "final" diante da Académica; Jardel (2 golos) continua a confirmar que é porventura o melhor central da temporada a nível nacional.

Liga NOS: Balanço do Mês (Março)

Com apenas três jogos disputados face à paragem do campeonato para compromissos de Selecções, o início de Março ficou desde logo marcado por um resultado que poderá ser crucial para as contas finais do título. O Benfica, que continua com a sua série de vitórias, venceu o Sporting (1-0) no derby de Alvalade e depende apenas de si até ao final da competição. A ajudar os encarnados o FC Porto tropeçou em Braga, e tem agora uma tarefa bastante mais difícil para alcançar o primeiro lugar. Fora das contas pelo título o Arouca continua a fazer um trabalho excepcional e mantém-se na 5ª posição, atrás do Sp. Braga, mas a equipa em melhor forma no mês de Março foi incontornavelmente o Nacional (3 vitórias), que parece estar definitivamente de volta à metade superior da tabela. Em contrapartida, Vit. Guimarães e Vit. Setúbal apenas conheceram o sabor da derrota nas últimas três jornadas.

Individualmente, Mattheus foi a estrela maior do mês de Março, apontando 4 golos, e continua a assumir-se como uma das revelações da temporada num Estoril em ascensão; também o seu colega Léo Bonatini (2 golos e 2 assistências) parece estar no seu melhor momento de forma, ele que continua na perseguição aos melhores marcadores do campeonato (4º posto, com 14 golos); Éderson e Lindelof, com exibições cada vez mais seguras desde que agarraram a titularidade no Benfica, e com um registo defensivo praticamente imaculado, figuram igualmente entre os melhores do mês.

Liga NOS: Balanço do Mês (Fevereiro)

Fevereiro ficou marcado pelo primeiro Clássico da segunda metade do campeonato, culminado com a vitória do FC Porto (2-1) no terreno do Benfica, agravando assim ainda mais o registo de Rui Vitória nos jogos grandes a nível nacional. O Sporting poderia ter aproveitado este resultado mas a formação de Alvalade continua a tropeçar em demasia na segunda volta, e já tem novamente os principais rivais bastante próximos de si. Um pouco mais abaixo na classificação, e grande destaque do mês, o Arouca somou 10 pontos em 12 possíveis, incluindo uma vitória impressionante (2-1) no reduto do FC Porto e um registo defensivo praticamente imaculado. Cada vez numa situação mais delicada, e ainda sem pontuar nesta segunda volta, está uma Académica com várias dificuldades a nível ofensivo e que ainda só manteve a baliza em branco por duas vezes (24 jogos). Em queda parece estar também o Paços de Ferreira, alérgico a vitórias nos últimos dois meses, cada vez mais longe dos lugares europeus.

Individualmente, Otávio é o único jogador que se mantém no onze ideal face ao mês anterior (2 golos e 2 assistências); Nathan Jr. (Tondela) foi o homem em foco em Fevereiro com 5 golos e uma assistência, registo semelhante ao de Mitroglou que terminou recentemente a sua série de jogos consecutivos (7) a marcar na Liga. Também o trio do Arouca composto por Rafael Bracali (apenas um golo sofrido, num jogo no Estádio do Dragão onde foi um dos melhores), Hugo Basto (bastante seguro no eixo da defesa) e Lucas Lima (já leva 3 golos nos últimos cinco jogos) merece a presença entre os melhores do mês.

Liga NOS: Balanço do Mês (Janeiro)

A mudança de ano não implicou, felizmente, uma mudança nos hábitos ofensivos das equipas da Liga - em Janeiro, a média de golos aproximou-se dos 3,5 golos/jogo. Nas contas que mais interessam, o Benfica foi, sem sombra de dúvidas, a equipa em melhor forma (6 vitórias em 6 jogos), aproximando-se do rival Sporting, e ultrapassando um FC Porto combalido - já sem Lopetegui - que desceu do topo da tabela logo após a derrota com o Sporting, em Alvalade. Um pouco mais abaixo na tabela, o Vit. Guimarães continua a espreitar os lugares europeus e o Belenenses tem vindo a subir de nível desde a chegada de Júlio Velázquez, novo técnico dos azuis do Restelo. Já Tondela e Marítimo, cada um com apenas uma vitória neste mês, vão-se afundando numa posição delicada na tabela, tendo em conta aqueles que eram os seus objectivos na época.

Individualmente, Pizzi tem subido de forma de uma maneira cavalgante - é ele um dos principais responsáveis pelo sucesso actual do Benfica, ainda invicto em 2016 -, destacando-se no panorama europeu como um dos jogadores com mais passes para ocasião no respectivo campeonato, e no panorama nacional (4 golos e 4 assistências, em seis jogos); os melhores avançados da primeira volta, Jonas e Slimani, somaram um total de 16 golos e 4 assistências, números verdadeiramente impressionantes; Adrien, talvez o jogador em melhor forma no Sporting, é o maior destaque no meio-campo do onze ideal do mês, co-adjuvado por Otávio, bastante potenciado por Sérgio Conceição e regular desde que assumiu a titularidade. Nota de destaque para Danilo Pereira (FC Porto), João Mário (Sporting), Iuri Medeiros (Moreirense) e Bruno Moreira (P. Ferreira), jogadores que apenas não figuraram no onze face à forte concorrência nas respectivas posições.

Liga NOS 2015/16: Balanço da 1ª volta

O espectáculo da Liga vai a meio, altura ideal para fazer um breve balanço do que aconteceu até ao momento e destacar os melhores*. O Sporting é o líder isolado do campeonato, com um ascendente importante sobre os principais rivais (pleno de vitórias); o FC Porto, já sem Lopetegui ao comando, é acompanhado no 2º lugar por um Benfica em crescendo nas últimas jornadas; na luta equilibrada pelos lugares europeus, Sp. Braga e Paços de Ferreira levam vantagem sobre a concorrência; Tondela e Boavista, piores ataques do campeonato, encontram-se, por outro lado, nas posições mais delicadas. Posto isto, falta reconhecer quem mais se evidenciou do ponto de vista individual. Aqui ficam as minhas escolhas para o 11 Ideal da Liga NOS, findada a sua primeira volta.

KRITCIUK (Sp. Braga): Rui Patrício é o guarda-redes menos batido do campeonato, mas o russo tem sido uma verdadeira muralha na baliza do Sp. Braga. Com 9 clean sheets, apenas batido pelo titular da Selecção Nacional e por Júlio César (10), soma muitas mais defesas nos 17 jogos em que participou, de acordo com os dados da Liga: 51 intervenções, contra as 30 do sportinguista e as 35 do benfiquista.


MAXI PEREIRA (FC Porto): Não tem sido uma posição em destaque, pelo que a eleição resulta de um processo de exclusão de partes. Baiano constituía a maior "ameaça" ao uruguaio, todavia, as 6 assistências e a ausência de erros graves nas acções do nº2 dos azuis e brancos acabam por facilitar a decisão.

PAULO MONTEIRO (U. Madeira): Tem andado fora dos radares dos meios de comunicação social, mas tem sido bastante competente no núcleo da defesa com mais totalistas (3) no campeonato. Sereno nos jogos contra as equipas com mais argumentos, excepção feita para a goleada diante do FC Porto, já ajudou a sua equipa, uma das condenadas à luta pela manutenção, a manter a baliza inviolável em 7 jogos. À sua regularidade acrescenta um golo marcado.

NALDO (Sporting): Chegou a Alvalade para discutir a titularidade com Ewerton, então lesionado, mas impôs-se de forma assinalável. Mesmo com menos minutos de jogo que o seu parceiro da defesa, Paulo Oliveira, apresenta uma estatística defensiva mais robusta e destaca-se principalmente pelo elevado nível de actuação diante de Benfica e FC Porto. Já viu um cartão vermelho, é certo, por empurrar Lito Vidigal, mas vou perdoar...

MIGUEL LAYÚN (FC Porto): Ao contrário do que se passa na ala contrária, aqui a competição é bem maior. Mas, ao mesmo tempo, a escolha é bem mais fácil. Outra asa do Dragão, Layún está a ser um dos destaques do campeonato, participando com acutilância no processo ofensivo da equipa e beneficiando de ser o principal marcador das bolas paradas para se afirmar como o líder de assistências (9) da Liga - às quais junta 2 golos.


JOÃO MÁRIO (Sporting): Joga no meio, à direita, à esquerda se for preciso. A sua inteligência e técnica refinada permitem-lhe encontrar as melhores linhas de passe, os melhores movimentos interiores, as melhores definições da jogada. Joga simples, nada de exuberante. E o que faz, fá-lo bem. Prova disso são os constantes elogios e os seus 2 golos e 4 assistências.

RENAN BRESSAN (Rio Ave): A formação de Vila do Conde começou a época em alta e é, à data, a equipa que marcou em mais jogos da Liga. Com 5 golos e 3 assistências, Bressan tem contribuído para esse bom momento, estando bastante mais regular em comparação com o nível do ano passado - já é capaz de definir melhor quando tem bola.

ADRIEN SILVA (Sporting): A chegada de Jorge Jesus permitiu-lhe elevar o jogo a um novo nível. O Adrien de agora não só pressiona intensamente no meio-campo e recupera imensas bolas - ou contribui para tal -, como é muitas vezes o importante elo de ligação ao ataque leonino, liberdade essa conferida pelo novo modelo de jogo. É dos melhores jogadores do campeonato no que concerne ao "trabalho invisível", sem a bola nos pés, a chamada inteligência táctica. A isso acrescenta 5 golos e 3 assistências.

DIOGO JOTA (P. Ferreira): Despontou com Paulo Fonseca e continua-se a afirmar sob a batuta de Jorge Simão. A capacidade de conduzir bola pelos flancos ou pela zona central e as oportunidades criadas para os seus companheiros auguram um bom futuro à promessa de apenas 19 anos. Num conjunto a lutar pela Liga Europa - está no 5º lugar -, Diogo Jota leva vantagem sobre a demais concorrência pela sua regularidade, preponderância no sucesso colectivo e números apresentados: 5 golos e 4 assistências.


SLIMANI (Sporting): Não surpreende este aumento no rendimento. Slimani é um "Cardozo 2.0", uma versão mais móvel, mais desgastante do ponto de vista dos adversários, mais raçudo - talvez menos letal, pese embora o seu registo goleador -, a peça perfeita no puzzle ofensivo de Jorge Jesus. Os seus 13 golos, a juntar a uma consistência e trabalho incansável impressionantes, têm dado bastantes alegrias aos adeptos sportinguistas.

JONAS (Benfica): Começa a tornar-se num caso cada vez mais sério na história do campeonato português. Se a qualidade individual tinha ficado bem patente no ano passado, poucos esperavam que em ano de mudança de treinador o "papa-estatísticas" Jonas apresentasse os números avassaladores que apresenta. Pode ser acusado de não aparecer nos jogos importantes - essa tradição mantém-se -, mas 18 golos e 6 assistências ao fim de 17 jogos não é para qualquer um.


BANCO DE SUPLENTES**: Rui Patrício (Sporting), Marcelo Goiano (Sp. Braga), Hugo Basto (Arouca), Iuri Medeiros (Moreirense), Brahimi (FC Porto), Suk (Vit. Setúbal) e Bruno Moreira (P. Ferreira).



Melhor Treinador: Jorge Jesus. O Sporting é líder do campeonato por estar a jogar bom futebol, por se exibir a grande nível nos jogos mais complicados, por as individualidades terem oportunidade de se evidenciarem. Isto tudo a somar aos recordes que o técnico tem vindo a quebrar nos últimos meses.

Melhor Jogador: Slimani. A estatística de Jonas é impressionante, mas o peso do argelino na classificação do Sporting e a sua regularidade exibicional conferem-lhe uma ligeira vantagem.

Melhor Jogador Jovem: Diogo Jota. Entenda-se por "jogador jovem" um atleta com idade igual ou inferior a 21 anos e não restam quaisquer dúvidas. O resto já foi escrito mais acima.

Jogador Revelação: Stojiljkovic. O avançado sérvio, um autêntico desconhecido quando chegou a Portugal, agarrou a titularidade à passagem da 5ª jornada e já é um dos imprescindíveis de Paulo Fonseca. Movimenta-se bem, é um jogador potente e figura entre os principais goleadores da Liga (7 golos).

Equipa Revelação: Vit. Setúbal. No início da época coloquei as minhas reticências em torno dos sadinos, pelo que a classificação actual, a juntar à forma como Quim Machado potenciou diversos atletas, é uma verdadeira surpresa e um prémio para o plantel. Menção honrosa para o Arouca.


*Os jogadores destacados no 11 Ideal respeitam as posições em que têm vindo a jogar e o esquema táctico que tenho usado nos balanços mensais. A sua escolha respeita, principalmente, os seguintes critérios: minutos jogados, números apresentados, regularidade, impacto na classificação da equipa, expectativas iniciais.
**Posições dos jogadores no banco de suplentes: 1 GR, 2 DEF (lateral + central), 2 MED (centro + ala), 2 AV.

Bola de Ouro: O ano do trio MSN e do Barcelona

É impossível dissociar o ano de 2015 do trio MSN. Messi, Suárez e Neymar quebraram completamente a fasquia imposta por Bale, Benzema e Cristiano Ronaldo (BBC) e bem podem rogar pragas ao Atl. Bilbao por não terem feito aquele que seria um histórico pleno. Mérito também para Luís Enrique e para a restante equipa pelo futebol atractivo - vale a pena frisar que Guardiola dominara a Europa há não muito tempo ao serviço dos blaugrana - e por manter a boa forma ao longo dos meses. Mas quando se tem três dos cinco melhores dianteiros da actualidade tudo é possível. Incluindo dominar o mundo futebolístico. A química existente entre MSN é por demais notória. A qualidade individual demasiado evidente. E os números não mentem: em 2015 o trio marcou mais golos (145) do que qualquer equipa à escala mundial. Surreal! Pelo meio intromete-se Cristiano Ronaldo, um "ET", um goleador nato (57 golos, mais do que qualquer outro jogador no anterior ano civil) que não pára de quebrar recordes, mas que desta vez ficou em "blanco" ao nível de troféus colectivos.

Uns defendem que o Melhor Jogador do Mundo não tem necessariamente de arrecadar títulos colectivos. Discordo. Ou o ano individual é anormal do ponto de vista individual, ao ponto de haver essa tal liberdade para se ignorar o restante sucesso, ou a apresentação dos melhores números de nada valem se tal não tiver o devido acompanhamento. Enquanto cidadão português fico obviamente feliz por ter visto Cristiano Ronaldo em segundo lugar na votação da Bola de Ouro. Mas tenho de ser realista. O Real Madrid foi uma sombra daquilo que havia sido em 2014 e os números de Ronaldo em nada reflectem as várias exibições medíocres que o tempo se encarregará de limpar. Para a posteridade ficarão os seus números - ainda bem. Dignos de estar entre os melhores, sem dúvida.

No entanto, e repetindo-me, é impossível ignorar o desempenho de Messi, Suárez e Neymar. Se do argentino, justo vencedor da Bola de Ouro, pouco ou nada há para acrescentar, reservo umas frases para os outros dois protagonistas. Luís Suárez, como se esperava, dada a mobilidade dos avançados do Barcelona neste esquema táctico, é a peça certa num puzzle até então carente de um finalizador nato. Sabe exactamente que terrenos pisar, dá trabalho às defesas contrárias e não perdoa na cara do golo. Começou a jogar pelos culés apenas no final de Outubro de 2014, mas tal não impediu que se tornasse num dos melhores goleadores do ano. De Neymar já se esperava o "salto". Tecnicamente é um dos melhores do mundo e a sua qualidade é inegável. Não fosse o desfecho da Copa América talvez fosse o principal candidato a discutir a Bola de Ouro com Messi. Talvez. Garantida está a sua afirmação como um dos maiores talentos do futebol actual e a dissipação de quaisquer dúvidas que ainda pudessem existir quanto à sua adaptabilidade ao futebol europeu.

Mais uma vez também ficou provado que o talento individual e colectivo, demonstrado ao longo do ano civil, não é devidamente reconhecido na Equipa Ideal do Ano. Há muito que deixou de ser novidade. A forma como Cláudio Bravo, que ganhou quase tudo em 2015, Kevin De Bruyne, melhor jogador da Bundesliga em 2015, e o polivalente David Alaba foram ignorados, a juntar às eleições de Thiago Silva e Sérgio Ramos, defesas que nada de especial fizeram no último ano, em nada jogam a favor da proclamada "justiça futebolística" - caso ela ainda exista. Os onze escolhidos dificilmente serão consensuais, porém, convém merecer a distinção. Eis o meu onze: Bravo (Barcelona), Dani Alves (Barcelona), Piqué (Barcelona), Chiellini (Juventus), Alaba (Bayern), De Bruyne (Man. City), Marchisio (Juventus), Verratti (PSG), Messi (Barcelona) Neymar (Barcelona) e Suárez (Barcelona).

2015 e o Desporto Nacional: O Momento (parte IV)

Mais um ano em grande para o desporto nacional... Não é fácil restringir os sucessos de 2015 a apenas um momento. Todavia, pela superação individual e pelos fantásticos resultados obtidos, a primeira edição dos Jogos Europeus deixará, certamente, boas recordações a vários atletas lusos e um sentimento de esperança a menos de um ano dos Jogos Olímpicos.

13 de Junho. Baku, Azerbaijão. Nem o calor que se faz sentir a horas do início do evento retira concentração nem esperança aos atletas nacionais. Ambicionam-se grandes prestações e almejam-se medalhas. Depois de um primeiro dia em branco, Portugal estreia-se entre os medalhados graças à excelente recuperação de João Silva, prata no triatlo. A bandeira nacional ergue-se pela primeira vez numa edição dos Jogos Europeus. O orgulho é por demais evidente.

Mas seria no dia 15 que o ouro se juntaria à colecção dos portugueses. A Selecção Nacional de Ténis de Mesa, formada por Marcos Freitas, Tiago Apolónia e João Geraldo, bate a França na final (3-1) e sobe ao mais alto lugar do pódio. Deseja-se que tal feito motive os restantes compatriotas. Horas antes, Fernando Pimenta confirmara a sua qualidade e arrecadara a prata em K1 1.000m, a milésimos do vencedor. Feito que viria a repetir no dia seguinte, em K1 5.000m, onde a vontade falou mais alto que o cansaço acumulado. O sol não se deita sem que antes Rui Bragança sofra para arrecadar nova medalha de ouro, no taekwondo (-58kg). Foi até ao último segundo. Transpira-se alívio. Com esta já são cinco medalhas no espaço de três dias. Muito bom. E apenas íamos a meio...

Novo dia, nova medalha. O porta-estandarte João Costa sobrevive à pressão inerente e dispara certeiro para a prata na categoria de pistola a 10m. Sexta medalha. Quatro dias consecutivos a somar conquistas. E como "não há quatro sem cinco", o desempate por ponto de ouro atribui o bronze a Júlio Ferreira (-80kg), segunda condecoração do taekwondo, autor de um percurso notável nestes Jogos Europeus. Seguem-se dois dias de descanso. Quanto às medalhas, claro. A 21 de Junho retoma-se o ciclo. A dupla Ana Rente / Beatriz Martins é medalha de bronze na prova de trampolins sincronizados, a apenas uma décima do segundo posto, e tornam-se nas primeiras atletas femininas portuguesas medalhadas em Baku. Até ao fim do torneio, mais um ouro e um bronze para as cores nacionais. A judoca Telma Monteiro, pentacampeã europeia, ultrapassou estoicamente a sua lesão e venceu a competição de -57kg, enquanto que a perseverança da Selecção Nacional de Futebol de Praia valeu-nos o terceiro lugar na despedida a Baku, depois de mais um jogo épico diante da Suíça.

Entre várias finais disputadas, registos individuais superados e Top-10 alcançados, a prestação de Portugal nos I Jogos Europeus encerrava com 10 medalhas (três de ouro, quatro de prata e três de bronze). Uma prestação que, assim, superava as expectativas dos membros do Comité Olímpico e que sublinhava a boa preparação que está a ser feita rumo aos Jogos Olímpicos. Espera-se, agora, que os Jogos Europeus constituam um estímulo adicional para os nossos atletas e que possamos sair do Brasil com várias medalhas ao peito. Talento, como ficou comprovado, existe. Resta sonhar alto e acreditar.

Saímos daqui satisfeitos, com 10 medalhas em oito modalidades. Honrámos Portugal. Honrámos a nossa bandeira, não só pelos resultados, mas também pelo comportamento. Só posso estar grato pelo facto de ter estado a liderar esta equipa. [José Garcia, Chefe de Missão de Portugal nos Jogos Europeus]

E se é justo destacar a prestação lusa nos "Jogos Olímpicos Europeus", merece também uma menção honrosa a campanha dos jovens portuguesas nas Universíadas de Gwangju, de onde saímos com quatro medalhas - a Selecção Universitária de Andebol amealhou o ouro, Rui Bragança e Joana Cunha arrecadaram a prata no taekwondo e Ana Filipa Martins coroou mais um ano em grande com uma medalha de bronze. O ano que agora termina ficará recordado não só pelas conquistas, mas também por alguns regressos em grande (Nélson Évora) e algumas tristes despedidas (Naide Gomes). Dito isto, a eleição de Momento de 2015 recai sobre os Jogos Europeus de Baku'2015.