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Krul, o herói da Holanda nos penáltis; Argentina não dá hipóteses à Bélgica

Krul, o herói da Holanda nos penáltis; Argentina não dá hipóteses à Bélgica
Holanda 0-0 Costa Rica (4-3 após g.p.)

A Costa Rica aguentou-se bem durante 120 minutos mas Tim Krul, aposta específica de Van Gaal para os penáltis, travou as aspirações da selecção que mais surpreendeu neste Mundial'2014. A Holanda só se pode queixar a si própria pelo nulo (oportunidades não faltaram). Robben esteve novamente activo, Van Persie demasiado perdulário e a defesa esteve insuperável (os costa-riquenhos apenas remataram uma vez à baliza). Do lado contrário valeu Keylor Navas a aguentar o empate e uma defesa bastante concentrada, como assim nos habituou (apenas um golo sofrido em toda a prova), que teve em Giancarlo González e Umaña dois autênticos muros. Mérito ainda para Van Gaal por ter reservado (e bem) a sua última substituição para as grandes penalidades (decisão que irá ficar para a história).



Argentina 1-0 Bélgica

Uma Bélgica irreconhecível, talvez ainda fatigada devido ao encontro dos oitavos-de-final. Incrível como o conjunto de Wilmots demonstrou pouca capacidade para tentar dar a volta ao resultado (De Bruyne foi dos poucos a safar-se). Um golo de Higuaín foi suficiente para colocar a Argentina nas meias-finais, num encontro marcado pela lesão de Di María (Enzo Pérez entrou para o seu lugar). A defesa argentina esteve em destaque, com Biglia a oferecer maior qualidade que Gago ao meio-campo e um trio de luxo na frente de ataque (melhor jogo de Higuaín até ao momento, Messi desequilibrou principalmente no 1.º tempo, Lavezzi também se foi apagando).

Argentina sofre para derrotar a Suíça; Howard não consegue travar a Bélgica

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Argentina 1-0 Suíça (após prolongamento)

Escapou à tangente. A Argentina precisou de esperar mais de 115 minutos para marcar o golo que lhe valeu a passagem aos quartos-de-final e ainda viu a Suíça atirar uma bola ao poste pouco tempo depois. A Argentina voltou a praticar um futebol muito aquém do aceitável (apenas encostou a Suíça na 2.ª parte, mas isso também se justifica pelo cansaço dos helvéticos) mas continua a somar vitórias. Valeu Di María (exibição muito esforçada mas inconstante) no prolongamento, Messi apenas apareceu na 2.ª parte mas também não deslumbrou (apesar de os seus desequilíbrios terem feito muita moça) e a defesa esteve segura. Higuaín e Lavezzi apresentaram pouco, ao contrário de Palacio que teve um bom contributo a partir do banco. Na Suíça, Benaglio evitou o golo por diversas vezes (a defesa até nem esteve mal, se bem que o lateral Ricardo Rodríguez se destacou), Inler e Behrami estiveram bem no meio-campo, mas na frente apenas Shaqiri, a espaços, conseguiu incomodar a defesa argentina.



Bélgica 2-1 EUA (após prolongamento)

Um gigante Tim Howard (16 defesas) não foi suficiente para suster o caudal ofensivo da Bélgica. O guarda-redes norte-americano foi aguentado o nulo durante os 90 minutos mas logo no início do prolongamento a Bélgica resolveu a questão. Os EUA ainda responderam (e marcaram) mas não conseguiram chegar ao empate. Na retina fica o falhanço de Wondolowski aos 90'+2. Foi a melhor exibição dos belgas no Mundial (De Bruyne, Origi e Lukaku brilharam), ainda assim, voltaram a ficar evidentes algumas fragilidades na defesa - ter dois centrais de raiz nas laterais também não ajuda no processo ofensivo - e nas transições. Os EUA deixam o Brasil com uma sensação de dever cumprido (incrível percurso de Klinsmann) e com a certeza de terem valorizado alguns dos activos. Os laterais Fabian Johnson (já tinha sido destacado pelo Adjunto1x2 antes do Mundial) e Yedlin, Besler, Jones e Bedoya foram algumas das agradáveis surpresas e Dempsey e Bradley confirmaram a sua qualidade deixando o relegado Donovan para um segundo plano.

Grupo H: Argélia consegue apuramento histórico

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Argélia 1-1 Rússia

A boa entrada da Rússia não foi suficiente para carimbar a passagem à próxima fase. Os argelinos foram assentando o seu jogo e Slimani aproveitou uma má saída de Akinfeev (muitas culpas neste Mundial) para colocar a Argélia pela primeira vez nos oitavos-de-final da competição. Grande jogo do avançado do Sporting, que continua a valorizar-se, bem secundado por Bentaleb e Feghouli (muito consistentes no meio-campo). A defesa também esteve segura (a dupla Halliche e Belkalem funcionou muito bem) mas aí há muito demérito do ataque russo. Glushakov foi dos elementos mais dos russos e o técnico Fabio Capello um dos que mais culpas arrecadou no cartório ao longo desta fase de grupos.



Coreia do Sul 0-1 Bélgica

Participação desastrosa das equipas asiáticas neste Mundial (nem uma única vitória). Ainda assim, e porque era essa a obrigação, a Coreia do Sul criou várias situações de perigo ao longo do jogo, mas um Courtois inspirado ou a cerimónia dos futebolistas asiáticos impediu que houvesse golos na baliza belga. Defour, hoje titular, foi expulso devido a uma entrada dura mas Vertonghen, aproveitando um remate de Origi (voltou a dar boas indicações), deu a vitória à sua equipa.




Emparelhamento dos oitavos-de-final

Grupo H: Bélgica garante apuramento nos últimos minutos, Argélia cilindra Coreia do Sul

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Bélgica 1-0 Rússia

O banco da selecção belga voltou a decidir neste Mundial'2014. O golo tardio de Origi, que voltou a entrar bem, deu a vitória à Bélgica, que assim garantiu a qualificação para os oitavos-de-final. Ainda assim, a exibição não voltou a convencer. Voltou a ficar a ideia de que esta selecção apenas consegue resolver as partidas com base em individualidades e não pela força do colectivo. Mertens foi o mais irreverente na 1.ª parte mas esfumou-se na etapa complementar, Lukaku voltou a passar ao lado do jogo, De Bruyne foi dos mais aceitáveis. A Rússia teve as suas oportunidades mas demonstrou algumas dificuldades no processo ofensivo. Glushakov e Shatov estiveram bem, mas continua a não se perceber a não inclusão de Kerzhakov no onze titular.



Coreia do Sul 2-4 Argélia

Uma 1.ª parte praticamente irrepreensível por parte da Argélia chegou para levar a partida de vencida por números esclarecedores. Um jogo com golos "portugueses" - Slimani, que também fez uma assistência e foi um dos melhores em campo, e Halliche - e que deixa a selecção africana mais próxima da ronda seguinte. Grandes exibições de Feghouli, que se tem destacado neste Mundial, Djabou e Brahimi (e bons pormenores de Medjani, ainda que tenha sido mais irregular). Do lado sul-coreano, apenas reagiram bem à desvantagem após o intervalo mas já demasiado tarde para aquilo que foi o jogo (Son Heung-Min foi o melhor).

Grupo H: Banco da Bélgica resolve, Akinfeev ajuda Coreia do Sul a arrancar empate

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Bélgica 2-1 Argélia

Não foi uma vitória convincente por parte dos belgas mas foi evidente que é uma selecção com maior profundidade em termos de opções neste Mundial. 1.ª parte muito apática dos Diabos Vermelhos, com os argelinos a tomarem partido do penálti convertido por Feghouli - talvez a única ocasião para os magrebinos - e a baixarem as linhas e com uma jovem selecção belga a não ter soluções para desbloquear a teia defensiva contrária. Witsel foi dos mais consistentes mas valeram à Bélgica as três substituições de Wilmots a resolver o jogo: Fellaini empatou poucos minutos depois de ter entrado, Mertens carimbou a reviravolta e Origi esteve bem mais participativo que Lukaku. Esperava-se mais de Hazard (na 2.ª parte conseguiu melhor ligeiramente mas também foi vítima de alguma apatia colectiva) e sobretudo de Vertonghen, Dembélé e Chadli.



Rússia 1-1 Coreia do Sul

Tal como se previa, duas equipas a demonstrarem muitas dificuldades no processo ofensivo. Uma fífia monumental de Akinfeev a remate do recém-entrado Lee Keun-Ho permitiu à Coreia do Sul adiantar-se no jogo mas Kerzhakov, que entrou bem e mostrou mais argumentos que Kokorin, restabeleceu o empate. Partida com pouca intensidade, com os coreanos a defenderem com um bloco baixo e a rematarem sempre que tivessem espaço e a Rússia a apenas conseguir criar perigo nos últimos minutos da partida (nota especial para o bom jogo do lateral Eshchenko).