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Brasil volta a desiludir e fica em 4.º lugar

Brasil volta a desiludir e fica em 4.º lugar
Brasil 0-3 Holanda

Há que tirar o chapéu a Van Gaal e a esta Holanda. A Holanda terminou o Mundial'2014 na 3.ª posição remetendo o Brasil, país anfitrião, para o 4.º posto. O golo de penálti de Van Persie logo no início da partida pôs novamente a nu as fragilidades desta selecção brasileira. Num encontro marcado pela má arbitragem, a Holanda voltou a demonstrar a sua organização e sai deste Mundial com um amargo na boca devido ao epílogo do jogo diante da Argentina, mas com uma sensação de dever cumprido. Aliás, é impressionante a forma como Van Gaal conseguiu montar uma equipa tão disciplinada e como elementos como Blind, Vlaar, De Vrij, Janmaat, Kuyt e Robben se exibiram a um nível muito alto ao longo da competição. Quanto ao Brasil, ficou órfão de qualquer tipo de aspiração mais alta após a lesão de Neymar, o que demonstra bem a importância do craque do Barcelona nesta selecção de Scolari, mas tinha jogadores capazes de fazer muito melhor nestes últimos dois jogos. O ataque voltou a ser uma nulidade e defensivamente a equipa voltou a tremer imenso. Óscar, mesmo sem deslumbrar e com funções diferentes daquelas que normalmente costuma exercer, foi dos melhores.

Escândalo em Belo Horizonte: Alemanha humilha o Brasil rumo à final

Escândalo em Belo Horizonte: Alemanha humilha o Brasil rumo à final
Brasil 1-7 Alemanha

Humilhação total e pior derrota da história da Canarinha! A Alemanha, que ao intervalo já vencia 5-0, goleou o Brasil por 7-1 tornando-se na primeira selecção a marcar presença no Maracanã. Num encontro cujo grau de dificuldade seria mais acrescido para a Canarinha devido às ausências de Neymar e Thiago Silva, a Alemanha soube aproveitar bem as transições ofensivas e as fragilidades defensivas dos brasileiros. Se no Brasil é impossível destacar alguém pela positiva, na Alemanha passa-se exactamente o contrário. Elementos como Kroos (talvez o melhor em campo), Khedira e Müller demonstram toda a sua classe, Klose tornou-se no melhor marcador de sempre na história dos Mundiais (16 golos), a imabtibilidade do Brasil em casa foi quebrada (42 jogos), a Alemanha ultrapassou o Brasil no número de finais disputadas (9) e golos marcados em Mundiais (223), enfim... recordes atrás de recordes que aumentam o peso deste resultado escandaloso.

Dupla de centrais brasileira resolve; Entrada forte da Alemanha elimina a França

Dupla de centrais brasileira resolve; Entrada forte da Alemanha elimina a França
Brasil 2-1 Colômbia

A selecção anfitriã colocou um ponto final nas aspirações de uma Colômbia que se exibiu a grande nível neste Mundial'2014 (hoje foi traída pela sua prestação mais fraca no torneio). Uma partida marcada pelo número excessivo de faltas - uma delas tirou Neymar do resto do Mundial - e por um meio-campo brasileiro claramente melhor que o colombiano. Thiago Silva (um golo e um amarelo infantil que o tira da meia-final) e David Luiz (golaço de livre) fizeram a diferença, ainda assim, faltou alguma clarividência no ataque canarinho (Hulk e Neymar desequilibraram mas houve várias oportunidades desperdiçadas). Na Colômbia, houve mais uma vez um James Rodríguez endiabrado (voltou a marcar e arrisca-se a ser o melhor jogador da prova mesmo quedando-se pelos quartos-de-final) e que deu o exemplo quando a equipa perdia por dois, mas pouco mais do meio-campo para a frente (a defesa também não esteve mal face à boa réplica ofensiva do Brasil).




França 0-1 Alemanha

Desta vez foi fatal a falta de soluções ofensivas dos gauleses. A Alemanha, graças a um golo de Hummels e a uma entrada fortíssima em campo (não deixaram a França respirar durante o primeiro quarto de hora da partida), carimbou a passagem à meia-final. Um jogo menos espectacular do que se esperava à partida mas com muita competência germânica à mistura. Neuer este muito seguro entre os postes, Hummels foi o expoente máximo de uma defesa competente, o meio-campo esteve a grande nível mas na frente houve alguma desinspiração. Do lado da França, a equipa foi abalada pela entrada de rompante dos adversários e Valbuena foi dos poucos a conseguir remar contra a corrente (a defesa também não comprometeu).

Brasil sofre para eliminar Chile; James continua a ser a figura do Mundial

Brasil sofre para eliminar Chile; James continua a ser a figura do Mundial
Brasil 1-1 Chile (3-2 após g.p.)

Não houve tanto Neymar de um lado e voltou a haver um Chile muito unido do outro, mas no fim foi Júlio César, que já tinha feito 120 minutos de bom nível, a garantir os "quartos" para os canarinhos. O Brasil realizou mais uma partida pouco convincente e deveu aos ferros da sua baliza - remate de Pinilla aos 120' e penálti decisivo de Diaz - uma passagem muito sofrida à ronda seguinte. Neymar esteve em "dia não" pela forma como não conseguiu aproveitar as oportunidades que dispôs, Hulk e Fred voltaram a acrescentar pouco e os destaques da equipa brasileira não têm tendência para melhorar muito. O problema que já vem da fase de grupos terá de ser ultrapassado porque a partir de agora o grau de exigência aumenta exponencialmente (Colômbia e eventualmente Alemanha/França antes da final). O Chile sai do Brasil com um "amargo na boca" (colectivamente foram uma das melhores selecções da competição) e com um meio-campo a anular o da equipa adversária e um Alexis Sánchez mais uma vez endiabrado.



Colômbia 2-0 Uruguai

James Rodríguez é, até ao momento, a grande figura do Mundial, somando 5 golos e 2 assistências. O Uruguai ressentiu-se da ausência de Suárez e foi vergado pela Colômbia, a quem faltou outro critério no último terço do terreno. Os uruguaios apenas responderam na parte final do encontro, por culpa dos colmobianos que tiraram o pé do acelarador, mas Ospina esteve simplesmente intransponível. Além de James, que marcou um golaço, Cuadrado voltou a espalhar técnica (é o "escudeiro" do n.º10 - três das suas quatro assistências no torneio foram para James), Yepes e Zapata estiveram em grande na defesa e foram bem auxiliados por Sanchez e Aguillar. Já o Uruguai voltou a demonstrar que é uma selecção praticamente banal sem Suárez, tal como já havia acontecido frente à Costa Rica. O problema nem é da qualidade dos jogadores, como ficou evidente no último quarto de hora, mas sim anímico.

Grupo A: Brasil e México qualificam-se para os "oitavos"

Grupo A: Brasil e México qualificam-se para os "oitavos"
Camarões 1-4 Brasil

Uma exibição de Camarões a espelhar aquilo que foi a participação da selecção africana neste Mundial e um Brasil a conseguir uma goleada fácil mas a continuar demasiado dependente dos rasgos de génio de Neymar (mais uma vez a grande figura). Vitória tranquila do Brasil, sobretudo pelo que foi o 2.º tempo, com Fred (voltou aos golos), Fernandinho (há quem diga que Paulinho tem o lugar em risco) e mais uma vez Luiz Gustavo a destacarem-se. Do lado camaronês, Nyom foi dos poucos a lutar contra a corrente do jogo (até fez uma assistência).



Croácia 1-3 México

A Croácia precisava de uma vitória para passar à próxima fase mas, após uma 1.ª parte a terminar sem golos, foi o México quem mostrou maior vontade em procurar o golo, o que se veio a confirmar através da cabeçada de Rafa Márquez aos 72'. A partir daí tudo se tornou mais fácil para os mexicanos, que ainda tiveram um penálti por assinalar, e que se limitaram a gerir a toada do encontro estabelecendo o resultado final em 3-1. Mais uma boa partida de Herrera no meio-campo, mas muito mérito para o técnico Miguel Herrera que voltou a montar uma equipa coesa e capaz de fazer frente a qualquer um. Depois de uma boa réplica perante o Brasil e da goleada diante de Camarões, esperava-se mais desta Croácia.

Grupo A: Ochoa trava Brasil, Song facilita vida à Croácia

Grupo A: Ochoa trava Brasil, Song facilita vida à Croácia
Brasil 0-0 México

Ochoa de betão. O guardião mexicano foi a grande figura da partida ao negar por várias vezes o golo à Canarinha. O Brasil foi a equipa com maior ascendente - embora o México tenha aumentado o nível na 2.ª parte (as suas melhores ocasiões foram criadas através de remates de longa distância) - mas demonstrou pouca clarividência no ataque. Além de Ochoa, os defesas mexicanos voltaram a estar muito seguros nesta fase de grupos do Mundial'2014, Vázquez e Herrera também estiveram bem. Do lado brasileiro, Júlio César não ficou muito distante de Ochoa (algumas defesas de grande nível), Luiz Gustavo foi o mais consistente e Neymar o único que conseguiu desequilibrar na frente.



Camarões 0-4 Croácia

Esperava-se muito mais de Camarões neste Mundial. O golo inaugural de Olic, numa altura em que os africanos estavam por cima, e a expulsão infantil de Song foram fatais e descoordenaram a selecção (M'Bia foi dos poucos a safar-se). Por outro lado, muitas facilidades para a Croácia, que assim continua a depender de si para garantir presença na próxima fase. O tridente Perisic, Olic e Mandzukic, secundado por um meio-campo competente, fez toda a diferença (Pranjic e Lovren, que não falhou um único passe, também se destacaram).

Grupo A: Brasil e México estreiam-se da melhor maneira em dois jogos manchados pelos erros de arbitragem

Brasil 3-1 Croácia

Teve um pouco de tudo o jogo inaugural do Mundial'2014. Neymar, com um bis, virou o marcador após um auto-golo de Marcelo (o penálti que origina o 2.º golo é inexistente) e Oscar confirmou a vitória dos anfitriões. A Croácia apenas conseguiu aparecer a espaços e o Brasil foi muito eficaz nas ocasiões que teve à disposição. Neymar (quando pegava na bola pelo meio fazia estragos) e Oscar (tacticamente esteve praticamente irrepreensível), ao contrário dos apagados Hulk e Fred, desequilibraram a balança, enquanto que Modric foi dos poucos a safar-se do lado dos croatas (o mais consistente, embora sem brilho).



México 1-0 Camarões

Nem mesmo os dois golos mal invalidados a Giovanni dos Santos (sempre muito irrequieto) impediram a vitória dos mexicanos. O conjunto sul-americano foi o que melhor futebol praticou durante os 90min e podia ter saído de Natal com um resultado bem mais expressivo. Oribe Peralta apontou o golo da vitória, mas foi o meio-campo que esteve em evidência (grande exibição do portista Herrera, que apenas pecou no passe, Layún, sobretudo na 1.ª parte, e Vázquez também muito bem). Camarões realizou uma exibição muito mais pobre do que se previa (Mbia foi o melhor, Assou-Ekotto ajudou a equipa no ataque) e tem agora uma missão árdua pela frente se se quiser qualificar para os oitavos-de-final.

BRASIL: A importância do "factor casa"

GRUPO A: BRASIL, Croácia, México e Camarões

Jogar em casa, dispor de alguns dos melhores jogadores do mundo nas respectivas posições e ter o ascendente de ter ganho a última edição da Taça das Confederações apenas pode tornar o Brasil um dos principais candidatos ao título. Depois de duas edições seguidas a quedarem-se pelos quartos-de-final da competição, os brasileiros recrutaram o técnico que lhes deu a última glória em Campeonatos do Mundo para que a façanha fosse repetida, desta vez em território caseiro.

Scolari até se deu ao luxo de deixar de fora elementos como os colchoneros Miranda e Filipe Luís (integram a lista de reservas juntamente com Diego Cavalieri, Lucas Leiva, Rafinha, Lucas Moura e Alan Kardec). Uma decisão injusta (esta época fizeram mais que suficiente para merecerem a ida ao Mundial, se bem que entre Maxwell e Filipe Luís a escolha nunca seria fácil) mas que não surpreende: Scolari tem por hábito formar um núcleo duro de jogadores e não fazer grandes alterações ao longo dos meses seguintes (dos 23 escolhidos apenas 6 não foram chamados para a Taça das Confederações no ano passado). Nota ainda para o facto de apenas 5 jogadores (os três guarda-redes, Fred e Jô) não alinharem numa equipa europeia. O sector mais recuado e o meio-campo são de luxo, Neymar e Hulk são jogadores-chave nos flancos, mas a escassez de alternativas na frente de ataque é a grande incógnita na "Canarinha". A menos que haja um embate escaldante entre Brasil e Espanha nos oitavos-de-final, Scolari tem como objectivo mínimo a chegada às meias-finais da prova (nenhuma das equipas dos grupos C e D, donde sai o adversário dos quartos-de-final, apresenta os mesmos argumentos).