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Brasil sofre para eliminar Chile; James continua a ser a figura do Mundial

Brasil sofre para eliminar Chile; James continua a ser a figura do Mundial
Brasil 1-1 Chile (3-2 após g.p.)

Não houve tanto Neymar de um lado e voltou a haver um Chile muito unido do outro, mas no fim foi Júlio César, que já tinha feito 120 minutos de bom nível, a garantir os "quartos" para os canarinhos. O Brasil realizou mais uma partida pouco convincente e deveu aos ferros da sua baliza - remate de Pinilla aos 120' e penálti decisivo de Diaz - uma passagem muito sofrida à ronda seguinte. Neymar esteve em "dia não" pela forma como não conseguiu aproveitar as oportunidades que dispôs, Hulk e Fred voltaram a acrescentar pouco e os destaques da equipa brasileira não têm tendência para melhorar muito. O problema que já vem da fase de grupos terá de ser ultrapassado porque a partir de agora o grau de exigência aumenta exponencialmente (Colômbia e eventualmente Alemanha/França antes da final). O Chile sai do Brasil com um "amargo na boca" (colectivamente foram uma das melhores selecções da competição) e com um meio-campo a anular o da equipa adversária e um Alexis Sánchez mais uma vez endiabrado.



Colômbia 2-0 Uruguai

James Rodríguez é, até ao momento, a grande figura do Mundial, somando 5 golos e 2 assistências. O Uruguai ressentiu-se da ausência de Suárez e foi vergado pela Colômbia, a quem faltou outro critério no último terço do terreno. Os uruguaios apenas responderam na parte final do encontro, por culpa dos colmobianos que tiraram o pé do acelarador, mas Ospina esteve simplesmente intransponível. Além de James, que marcou um golaço, Cuadrado voltou a espalhar técnica (é o "escudeiro" do n.º10 - três das suas quatro assistências no torneio foram para James), Yepes e Zapata estiveram em grande na defesa e foram bem auxiliados por Sanchez e Aguillar. Já o Uruguai voltou a demonstrar que é uma selecção praticamente banal sem Suárez, tal como já havia acontecido frente à Costa Rica. O problema nem é da qualidade dos jogadores, como ficou evidente no último quarto de hora, mas sim anímico.

Grupo B: Holanda segura o 1.º lugar do grupo

Grupo B: Holanda segura o 1.º lugar do grupo
Holanda 2-0 Chile

Partida que serviu apenas para decidir quem ficava em 1.º lugar no grupo. Partida equilibrada, com a Holanda a demonstrar que está muito forte nas transições ofensivas e o Chile a mostrar que consegue manter um ritmo ofensivo durante um jogo inteiro. No fim, foi a Holanda a sorrir. Robben voltou a ser decisivo (tem sido o melhor jogador do Mundial'2014 a par de Neymar), Depay continua a fazer a diferença a partir do banco e a defesa esteve muito segura (Janmaat voltou a deixar boas indicações). Do lado chileno, cujo maior destaque foi Alexis Sánchez, sair sem golos acaba por penalizar a atitude da equipa.



Austrália 0-3 Espanha

Jogo que serviu para cumprir calendário e para marcar a despedida da selecção que dominou o futebol durante os últimos (o Adjunto1x2 já tinha avisado que seria muito improvável a Espanha renovar o título mundial). Del Bosque optou por rodar a equipa e a Espanha venceu uma Austrália refém de Tim Cahill (suspenso por acumulação de amarelos) com muita naturalidade. Villa confirmou que devia ter tido outro protagonismo nesta fase de grupos (um golo de belo efeito), Iniesta esteve melhor no meio-campo e a defesa esteve muito segura.

Grupo B: Holanda e Chile apuram-se para os "oitavos" (Espanha elminada do Mundial'2014... na fase de grupos)

Grupo B: Holanda e Chile apuram-se para os "oitavos" (Espanha elminada do Mundial'2014... na fase de grupos)
Austrália 2-3 Holanda

Mais uma grande réplica dos australianos que vão sair deste Mundial de cabeça bem erguida. A Holanda teve muitas dificuldades para criar situações de perigo perante uma selecção bem organizada no terreno de jogo e valeu-lhe a eficácia para levar a partida de vencida. Um jogo feito de momentos: dois golos no espaço de dois minutos (o de Cahill, que se despediu dos Mundiais em beleza, é o melhor da competição até agora), uma lesão que permitiu a entrada de Depay, jovem que mexeu com o jogo (um golo e uma assistência), e que fez o 3-2 final depois de a Austrália ter tido essa oportunidade na jogada imediatamente anterior. Jedinak e Leckie rubricaram boas exibições do lado australiano e Robben, Van Persie, Blind e Nigel de Jong (é uma das peças-chave do esquema de Van Gaal) tiveram as melhoras notas a seguir ao jovem Depay.



Espanha 0-2 Chile

Escandaloso! A qualidade do Chile era certa e sabida mas a forma como a Espanha, detentora do título mundial e bi-campeã europeia, caiu ao segundo jogo é simplesmente inacreditável. Mais um jogo em que o ADN da Espanha não transpareceu para dentro de campo (nem mesmo na Taça das Confederações se assistiu a isto), com vários passes errados e uma passividade defensiva demasiado anormal. Na frente foi uma nulidade - David Silva pouco ou nada fez, Pedro não desequilibrou e Diego Costa ainda nem fez um remate à baliza em dois jogos (Villa, até pelo que foi demonstrando antes do início do Mundial'2014, merecia outro protagonismo). Mérito também para o Chile, que montou um meio-campo muito organizado e possuiu uma dupla de avançados (Vargas e Alexis Sánchez) em constante movimento. Bravo também se demonstrou muito seguro entre os postes (quatro defesas de grande nível) e com bola nos pés.

Grupo B: Holanda humilha a campeã em título, réplica da Austrália não chegou para abater o Chile

Espanha 1-5 Holanda

Deverá ser o resultado mais chocante deste Mundial'2014. Xabi Alonso, de penálti (duvidoso), ainda adiantou os espanhóis no marcador mas a surpresa estava para vir. A Holanda empatou à beira do intervalo (belo golo de Van Persie, que mais tarde bisou) e vergou a Espanha na 2.ª parte. Robben (dois golos, o outro, antecedido de falta, foi de De Vrij) "destruiu" a equipa adversária, Janmaat e sobretudo Blind (duas grandes assistências) fizeram um excelente trabalho nas alas (Vlaar também disse presente no centro da defesa), Nigel De Jong deu força ao meio-campo (De Guzman foi o mais apagado), mas acima de tudo fica na retina a lição táctica dada pelo técnico Louis Van Gaal (com o passar do tempo o meio-campo espanhol tornou-se inofensivo e a Holanda explorava de forma inteligente o contra-ataque). Do lado espanhol, Casillas teve um dia para esquecer e foi o reflexo daquilo que a Espanha (não) fez na 2.ª metade (é impossível destacar alguém de forma positiva perante esta goleada).



Chile 3-1 Austrália

Este jogo poderia ter tido outros contornos. Uma entrada forte dos chilenos fê-los adiantar-se por 2-0 à passagem dos 15' mas o golo de Tim Cahill foi fulcral para o desenrolar da partida. O Chile só voltou a ser perigoso durante o último quarto de hora do jogo e teve de sofrer bastante para conseguir segurar os três pontos (Beausejour fez o 3-1 para lá dos 90'). Alexis Sánchez (um golo e uma assistência) foi o principal rosto da força ofensiva do Chile Valdívia (autor do 2.º golo), na 1.ª parte, e Beausejour, nos poucos minutos que esteve em campo, também estiveram bem, já Vidal e Vargas estiveram bem mais discretos. Apesar de ser evidente que a Austrália é a selecção mais fraca do grupo, Tim Cahill (principal referência), Leckie (exibição esforçada) e Davidson (boa exibição deste lateral) foram os principais rostos da excelente resposta dos Socceroos.