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Krul, o herói da Holanda nos penáltis; Argentina não dá hipóteses à Bélgica

Krul, o herói da Holanda nos penáltis; Argentina não dá hipóteses à Bélgica
Holanda 0-0 Costa Rica (4-3 após g.p.)

A Costa Rica aguentou-se bem durante 120 minutos mas Tim Krul, aposta específica de Van Gaal para os penáltis, travou as aspirações da selecção que mais surpreendeu neste Mundial'2014. A Holanda só se pode queixar a si própria pelo nulo (oportunidades não faltaram). Robben esteve novamente activo, Van Persie demasiado perdulário e a defesa esteve insuperável (os costa-riquenhos apenas remataram uma vez à baliza). Do lado contrário valeu Keylor Navas a aguentar o empate e uma defesa bastante concentrada, como assim nos habituou (apenas um golo sofrido em toda a prova), que teve em Giancarlo González e Umaña dois autênticos muros. Mérito ainda para Van Gaal por ter reservado (e bem) a sua última substituição para as grandes penalidades (decisão que irá ficar para a história).



Argentina 1-0 Bélgica

Uma Bélgica irreconhecível, talvez ainda fatigada devido ao encontro dos oitavos-de-final. Incrível como o conjunto de Wilmots demonstrou pouca capacidade para tentar dar a volta ao resultado (De Bruyne foi dos poucos a safar-se). Um golo de Higuaín foi suficiente para colocar a Argentina nas meias-finais, num encontro marcado pela lesão de Di María (Enzo Pérez entrou para o seu lugar). A defesa argentina esteve em destaque, com Biglia a oferecer maior qualidade que Gago ao meio-campo e um trio de luxo na frente de ataque (melhor jogo de Higuaín até ao momento, Messi desequilibrou principalmente no 1.º tempo, Lavezzi também se foi apagando).

Holanda consegue reviravolta com muito sofrimento; Costa Rica faz história ao eliminar a Grécia

Holanda consegue reviravolta com muito sofrimento; Costa Rica faz história ao eliminar a Grécia
Holanda 2-1 México

Quase tínhamos uma "meia surpresa" nestes oitavos-de-final. O México voltou a demonstrar que é uma selecção bastante organizada e coesa mas o golo de Sneijder aos 88' abalou um colectivo que até então tinha estado praticamente irrepreensível. Depois de uma 1.ª parte em que o México teve sinal mais (Herrera voltou a destacar-se), a etapa complementar começou com o golo mexicano, que levou a equipa a recuar no terreno e assim oferecer a iniciativa aos holandeses. Apesar das dificuldades sentidas, a Holanda foi feliz na forma como igualou e marcou já para lá dos 90'. Robben voltou a ser o destaque na Holanda (o processo ofensivo passa quase todo pela sua capacidade de desequilíbrio), Huntelaar foi decisivo a partir do banco (Depay também entrou bem) mas não se percebem alguns aspectos tácticos de Van Gaal ao longo da partida (ausência de Janmaat e aposta feita logo após o 0-1), se bem que o mérito do resultado têm origem no próprio técnico. Já Miguel Herrera teve o azar do seu lado: jogou para o 1-0 mas a equipa não teve a capacidade de repetir o que havia feito diante da Croácia. Foi notória a ausência de Vázquez no centro, mas é difícil apontar o dedo a uma selecção que foi surpreendendo ao longo do torneio pela forma organizada como ocupava o campo.



Costa Rica 1-1 Grécia (5-3 após g.p.)

Grande percurso de Fernando Santos neste Mundial'2014. No único jogo em que a sua equipa esteve melhor não teve a mesma ponta de sorte no momento crucial. Sokratis ainda alimentou a "tragédia grega" mas Keylor Navas colocou um ponto final nas aspirações dos helénicos. O guardião foi adiando o desfecho, não conseguiu segurar a vitória dos costa-riquenhos aos 90', mas evitou a reviravolta aos 120' e selou o apuramento nos penáltis. Umaña e Giancarlo González destacaram-se no centro da defesa, Bryan Ruíz voltou a fazer uma partida muito positiva mas a equipa mal conseguiu provocar estragos após a expulsão de Oscar Duarte devido ao facto de terem 10 elementos e ao desgaste físico. Vitória histórica para a Costa Rica, que assim alcança os quartos-de-final de um Mundial pela primeira vez na sua história! Na Grécia, Sokratis foi o homem mais na defesa, Karagounis esteve impressionante durante 120 minutos e Christodoulopoulos também se exibiu a bom nível.

Grupo D: Cabeça de Godín volta a ser decisiva

Grupo D: Cabeça de Godín volta a ser decisiva
Itália 0-1 Uruguai

Já tinha sido decisivo no jogo que valeu o título espanhol ao At. Madrid e quase deu a Liga dos Campeões ao clube da capital espanhola. Um cabeceamento de Diego Godín deu a vitória ao Uruguai sobre a Itália e garantiu a passagem aos oitavos-de-final. O jogo ficou marcado pela expulsão de Marchisio quando ainda se verificava o nulo, por mais um lance caricato a envolver Suárez (aparentemente mordeu o ombro de Chiellini) e levou a que Prandelli colocasse o lugar à disposição após a eliminação da Squadra Azzurra. Quanto a destaques, Verratti, enquanto se aguentou em campo, foi o melhor nos italianos, Buffon fez três defesas de grande qualidade, mas o ataque foi totalmente anulado pela defesa do Uruguai (a Itália apenas fez um remate à baliza). Arévalo Rios esteve novamente bem no meio-campo dos sul-americanos.



Costa Rica 0-0 Inglaterra

Um jogo que serviu essencialmente para cumprir calendário e que marcou a despedida de certas figuras incontornáveis da Inglaterra, como Lampard ou Gerrard, dos Mundiais. Mais do mesmo: a Inglaterra, que esteve quase sempre por cima na partida, teve dificuldades em criar lances de perigo e a Costa Rica voltou a demonstrar a sua excelente organização no terreno de jogo. Sturridge foi quem mais se evidenciou nos ingleses mas pela pior razão (falhou vários golos), Lampard mostrou que devia ter tido outro protagonismo neste Mundial e Ben Foster substituiu bem Joe Hart. Do lado costa-riquenho, Tejeda, Celso Borges e Bryan Ruiz foram os que mais se destacaram.

Grupo D: Costa Rica causa choque no Mundial'2014

Grupo D: Costa Rica causa choque no Mundial'2014
Uruguai 2-1 Inglaterra

Duas selecções que partiam em desvantagem devido às derrotas na jornada inaugural e que lutavam pela vida neste encontro. Partida equilibrada com Suárez a lembrar aos ingleses o porquê de ter sido o melhor marcador da Premier League. Excelente jogo do avançado que tinha ficado de fora contra a Costa Rica, que bisou e aumentou as esperanças dos uruguaios. Álvaro Pereira e Arévalo Rios também estiveram bem, enquanto a Inglaterra, que tem estado muito abaixo do que se esperava, continua a demonstrar várias dificuldades na organização de jogo do meio-campo para a frente (Baines foi talvez quem mais se destacou nos ingleses).



Itália 0-1 Costa Rica

Há que reconhecer o erro de ter deixado a Costa Rica completamente posta de parte neste grupo... Organização táctica fantástica, uma defesa e um guarda-redes que voltaram a não tremer e desengane-se quem pensa que esta Costa Rica apenas se limita a encostar o autocarro em frente à baliza (teve várias oportunidades e um penálti por assinalar). A Itália praticamente não rematou à baliza contrária (Pirlo voltou a ser dos melhores) e terá agora de discutir a passagem à próxima fase com o Uruguai quando nada o fazia prever (parte em vantagem devido à diferença de golos).

Grupo D: Costa Rica é líder do grupo, Itália leva a melhor sobre a Inglaterra

Grupo D: Costa Rica é líder do grupo, Itália leva a melhor sobre a Inglaterra
Uruguai 1-3 Costa Rica

Quando muitas pessoas ainda não digeriram a goleada que a Espanha sofreu eis que isto acontece. Resultado escandaloso mas que premeia a persistência costa-riquenha e castigo a apatia uruguaia. Cavani adiantou a formação sul-americana através de uma grande penalidade, Keylor Navas foi negando o segundo tento e Joel Campbell (um golo e uma excelente assistência para Ureña e a certeza de que o seu valor de mercado vai subir após o Mundial) vergou o conjunto de Óscar Tabárez. Duas notas adicionais: no momento do 2.º golo da Costa Rica, Oscar Duarte encontra-se em posição irregular no momento do cruzamento de Bolaños (duas assistências); o vermelho directo visto por Maxi Pereira já para lá dos 90' foi o reflexo da desorientação dos uruguaios, que não usaram Luis Suárez (incomodado por lesão) durante o 2.º tempo.



Inglaterra 1-2 Itália

Um grande encontro que colocou frente a frente duas selecções com comportamentos totalmente distintos. O jogo de posse dos italianos e a forma como dominaram o meio-campo impediu que os ingleses tomassem as rédeas da partida, limitando-os a jogar em contra-ataque (no último quarto de hora a Itália recuou mais). Os golos de Marchisio e Balotelli dão, assim, um ascendente importante à Itália num grupo onde a Costa Rica é, para já, líder de forma surpreendente. Pirlo foi, como se esperava, um maestro e desequilibrou a balança para o lado dos italianos. Darmian (muito seguro e bem a apoiar o ataque), Candreva (preencheu o corredor direito e ainda fez uma assistência) e Sirigu (ocupou bem a vaga de Buffon) também se exibiram a bom nível. Do lado dos ingleses, Sturridge (autor do golo), Sterling (acusou alguma inexperiência) e Glen Johnson (bom apoio ofensivo) foram os mais inconformados mas nem sempre decidiram bem.