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Dupla de centrais brasileira resolve; Entrada forte da Alemanha elimina a França

Dupla de centrais brasileira resolve; Entrada forte da Alemanha elimina a França
Brasil 2-1 Colômbia

A selecção anfitriã colocou um ponto final nas aspirações de uma Colômbia que se exibiu a grande nível neste Mundial'2014 (hoje foi traída pela sua prestação mais fraca no torneio). Uma partida marcada pelo número excessivo de faltas - uma delas tirou Neymar do resto do Mundial - e por um meio-campo brasileiro claramente melhor que o colombiano. Thiago Silva (um golo e um amarelo infantil que o tira da meia-final) e David Luiz (golaço de livre) fizeram a diferença, ainda assim, faltou alguma clarividência no ataque canarinho (Hulk e Neymar desequilibraram mas houve várias oportunidades desperdiçadas). Na Colômbia, houve mais uma vez um James Rodríguez endiabrado (voltou a marcar e arrisca-se a ser o melhor jogador da prova mesmo quedando-se pelos quartos-de-final) e que deu o exemplo quando a equipa perdia por dois, mas pouco mais do meio-campo para a frente (a defesa também não esteve mal face à boa réplica ofensiva do Brasil).




França 0-1 Alemanha

Desta vez foi fatal a falta de soluções ofensivas dos gauleses. A Alemanha, graças a um golo de Hummels e a uma entrada fortíssima em campo (não deixaram a França respirar durante o primeiro quarto de hora da partida), carimbou a passagem à meia-final. Um jogo menos espectacular do que se esperava à partida mas com muita competência germânica à mistura. Neuer este muito seguro entre os postes, Hummels foi o expoente máximo de uma defesa competente, o meio-campo esteve a grande nível mas na frente houve alguma desinspiração. Do lado da França, a equipa foi abalada pela entrada de rompante dos adversários e Valbuena foi dos poucos a conseguir remar contra a corrente (a defesa também não comprometeu).

Solidez francesa foi suficiente para bater a Nigéria; Argélia perto de surpreender a Alemanha

Solidez francesa foi suficiente para bater a Nigéria; Argélia perto de surpreender a Alemanha
França 2-0 Nigéria

Defensivamente foi competente mas ofensivamente deixou a desejar. A França teve muitas dificuldades para criar situações de perigo ao longo do encontro e apenas um erro de Enyeama, que "foi do 80 ao 8" nesse lance, permitiu que Pogba adiantasse os franceses no marcador. O auto-golo de Yobo selou a presença nos quartos-de-final. Houve pouco Benzema e sobretudo Giroud no ataque gaulês, mas ficou novamente evidente que o meio-campo tem uma qualidade acima da média e que a defesa é extremamente competente (Varane e Koscielny limparam tudo e Debuchy destacou-se na direita). Já do lado nigeriano, o trio Emenike, Musa e Moses esteve sempre irrequieto mas não conseguiu ultrapassar a muralha defensiva contrária.



Alemanha 2-1 Argélia (após prolongamento)

Fantástico jogo dos argelinos, que foram traídos pela sua finalização e condição física após o tempo regulamentar. M'Bolhi e Neuer brilharam nas balizas e foram as grandes figuras da partida. Após uma 1.ª parte em que a Argélia explorou muito bem os contra-ataques, a Alemanha começou a aproveitar a fadiga do adversário mas nunca conseguiu aproveitar as diversas oportunidades que teve. No prolongamento a história foi diferente, com a Alemanha a finalmente bater M'Bolhi e a agendar encontro com a França na próxima fase. Boateng foi o melhor numa defesa que esteve a um nível muito baixo, Lahm o mais consistente no meio-campo e valeu Schürrle a desquilibrar a balança na frente (Müller esteve activo mas muito inconsequente). Já a Argélia, que cresceu ao longo do torneio, sai do Brasil com um sentimento de injustiça. A dupla Halliche e Belkalem voltou a estar em bom plano, Feghouli destacou-se novamente e Slimani vai certamente sair do Mundial muito valorizado.

Grupo E: Show de Shaqiri junta Suíça à França nos "oitavos"

Grupo E: Show de Shaqiri junta Suíça à França nos "oitavos"
Equador 0-0 França

A descansar alguns dos habituais titulares, a França sentiu algumas dificuldades no processo ofensivo, não passando do nulo frente a uma selecção equatoriana que teve no guardião Alexander Domínguez a grande figura da partida (defendeu tudo o que havia para defender). A tarefa da equipa sul-americana tornou-se ainda mais difícil após a expulsão de Antonio Valencia, mas nem assim os gauleses conseguiram aproveitar. Pogba dominou o meio-campo, sector em que faltou alguma criatividade (Cabaye não jogou), o que aliado à desinspiração dos atacantes explica o 0-0 final.



Honduras 0-3 Suíça

Resultado algo enganador mas que comprova a diferença de qualidade individual e experiência que existe entre as duas equipas. Após uma boa 1.ª parte dos suíços, as Honduras dominaram no 2.º tempo (tiveram um penálti por assinalar) mas faltou discernimento na hora da decisão. Wilson e Jerry Palacios estiveram muito activos e Claros também rubricou uma exibição sólida. No entanto, Shaqiri foi o homem do jogo. Três golos (o primeiro é um excelente remate) e uma capacidade de desequilíbrio que foi fatal para a defesa hondurenha. Drmic, Ricardo Rodríguez e Diego Benaglio (irrepreensível na baliza, foi o melhor na 2.ª parte) também estiveram bem.

Grupo E: França volta a dominar, Equador mantém a esperança

Grupo E: França volta a dominar, Equador mantém a esperança
Suíça 2-5 França

Mais um festival de golos na Arena Fonte Nova (Salvador). A França dizimou a Suíça e está agora a um pequeno passo de garantir o 1.º lugar do grupo. O duo Giroud e Benzema - ambos alinharam de início - fez estragos (três golos e três assistências), Valbuena voltou a exibir-se a grande nível e os elementos do meio-campo desta vez até fizeram o gosto ao pé (Matuidi e Sissoko). Exibição quase perfeita durante 75 minutos, sendo que no último quarto de hora os gauleses tiraram o pé do acelarador. Do lado suíço, houve vários erros no sector defensivo e dificuldades para criar perigo a Llrois. Numa 2.ª parte bem melhor que a 1.ª, Inler foi dos mais regulares.



Honduras 1-2 Equador

O Equador continua a sonhar com a passagem à próxima ronda depois de ter batido as Honduras, num jogo nada fácil para o árbitro (dois lances controversos em cada uma das áreas). Os hondurenhos mostraram que não estão apenas de passagem neste Mundial mas deixaram que os equatorianos operassem a reviravolta no marcador. Enner Valencia, com um bis, voltou a ser o destaque do Equador (os laterais também estiveram bem) e o "homem do jogo".

Grupo E: Seferovic dá os três pontos à Suíça ao cair do pano, França assume confortavelmente a liderança do grupo

Grupo E: Seferovic dá os três pontos à Suíça ao cair do pano, França assume confortavelmente a liderança do grupo
Suíça 2-1 Equador

Um jogo partido, que no último quarto de hora perdeu alguma intensidade mas não a emoção: Seferovic, que à semelhança de Mehmeti (autor do outro golo), entrou a partir do banco, decidiu o resultado aos 90'+3 (no lance anterior Equador podia ter feito o mesmo). Individualmente, Enner Valencia (um golo e uma exibição esforçada) e os jogadores da ala direita, Jefferson Montero (principal desequilibrador da partida, retirou muita margem de manobra a Lichtsteiner) e Ayoví (uma assistência e um pé esquerdo com muita técnica), foram os melhores do lado do Equador. Já na Suíça, destaque para Ricardo Rodriguez (duas assistências e uma exibição de encher o olho), Shaqiri (técnica invejável, melhorou na 2.ª parte) e Djourou (limpou o perigo) e mérito para Ottmar Hitzfeld pela forma como mexeu a partir do banco.



França 3-0 Honduras

Um jogo que fica para a história por ter sido o primeiro onde a tecnologia da linha de golo foi usada. A expulsão de Wilson Palacios complicou ainda mais a tarefa das Honduras, que foi uma selecção totalmente inofensiva. Do lado da França, domínio total e absoluto, como era esperado, com um Benzema a ser a figura da partida (começou mal mas esteve envolvido nos três golos, marcando dois), Valbuena fez um excelente jogo (a sua 1.ª parte foi irrepreensível), Matuidi foi um "monstro" no meio-campo e Debuchy também fez uma exibição muito segura.

ITÁLIA e FRANÇA: As duas grandes incógnitas

Apresentados os cinco favoritos à conquista do Mundial'2014 (Brasil, Espanha, Argentina, Alemanha e Portugal), são agora tidas em conta duas selecções cuja prestação e aspirações na competição são uma verdadeira incógnita. No entanto, pela história recente, força do plantel e grupo onde estão inseridas (situação bem diferente entre ambas), Itália e França não devem ser desconsideradas.


Grupo D: Uruguai, Costa Rica, Inglaterra e ITÁLIA

Juntamente com o grupo de Portugal, este é definitavemente o "grupo da morte". Ainda assim, uma selecção que conseguiu anular o tiki-taka da Espanha nos seus últimos jogos, alia experiência a talento emergente e foi finalista no Euro'2012 tem um ascendente superior sobre ingleses e uruguaios.

O pragmatismo italiano e a inteligência táctica de Prandelli. A defesa apresenta elementos de qualidade mundial mas recentemente tem mostrado vulnerabilidade; no ataque Balotelli é um x-factor (tanto pode passar ao lado do jogo como decidi-lo), Cassano tem potencial para ser a segunda escolha, mas a forma de Immobile deve ser tida em consideração; o meio-campo, dotado de um cérebro chamado Pirlo e elementos fulcrais como De Rossi, Marchisio e a estrela em ascensão Verratti, continua a ser o sector imprecindível para a boa forma dos italianos (tacticamente é muito forte).



Grupo E: Suíça, Equador, FRANÇA e Honduras

Na teoria, o grupo é demasiado acessível para conseguir o primeiro lugar e evitar surpresas de maior. Na prática, os franceses têm a habilidade de não aproveitar a qualidade do elenco e complicar o que parece fácil (foi o que aconteceu em 2002 e 2010, já em 2006 foram finalistas vencidos).

Estiveram com um pé de fora do Brasil aquando dos playoffs (viraram uma desvantagem de 0-2 frente à Ucrânia) e perderam Ribéry nas últimas semanas. Conseguiram fazer frente à Espanha durante a fase de qualificação, possuem uma equipa com muita qualidade e o facto de não haver expectativas elevadas em torno desta selecção apenas abona a seu favor. Analisando os 23: é uma das três selecções com melhor relação quantidade/qualidade. O quarteto Debuchy-Varane-Sakho-Evra oferece garantias defensivas (os laterais também acompanham bem o ataque), um meio-campo com Matuidi, Pogba e Cabaye alia qualidade de passe a segurança defensiva e técnica e na frente Benzema deverá ocupar a vaga deixada em aberto por Ribéry (Valbuena e Giroud serão os outros titulares). Resta saber como se irá comportar esta selecção sem o extremo do Bayern, mas se se adaptar bem à sua ausência poderá chegar longe.

PSG: um projecto que tem tudo para dar frutos

O PSG tem sido, ao longo dos últimos anos, um clube que luta pelas competições europeias e que ambiciona uma boa classificação na Ligue 1. Em 2011, ano em que o novo presidente Nasser Ghanim Al-Khelaïfi assumiu o seu cargo, um novo projecto começou a ser desenhado. Desde então, suportado pelo dinheiro que o novo presidente disponibilizou, o PSG tem construído um plantel com jogadores do mais alto calibre e elevado a fasquia a nível nacional e internacional. A conquista da Ligue 1 na época transacta e o percurso na Liga dos Campeões foram bons indicadores daquilo que pode estar apenas a começar.
 
No PSG o dinheiro não conhece limites. Mesmo vencendo apenas um título nos últimos três anos, o clube regista um saldo claramente negativo (cerca de 350M!). Há algo que separa os clubes que sabem investir dos que não sabem: negociar os jogadores certos, pelas quantias certas. E depois há os que se situam no meio-termo. Ao longo dos últimos anos, o PSG foi-se reforçando gradualmente e preenchendo lacunas tácticas à custa do dinheiro injectado pelo seu presidente. Muitos dos negócios envovlvem verbas exorbitantes e os valores não deixam de ser algo exagerados. Mas das duas, uma: ou esses negócios estão relacionados com jogadores altamente cobiçados (e o PSG ganhou a corrida - Lucas, Pastore ou Cavani) ou com as actuais peças-chave do clube (Ibrahimovic, Thiago Silva). Por outro lado, apesar de a qualidade não ser abundante, é gritante o valor recebido em vendas, ainda para mais se o compararmos ao que foi gasto em novas aquisições. Fraca capacidade de negócio ou era, de facto, difícil conseguir maiores verbas? A primeira opção parece-me a mais acertada...

Que metas deve o PSG ambicionar a curto e a longo prazo? Está neste momento ao nível dos principais clubes europeus? Tem sido excelente a evolução do clube parisiense após as mudanças internas a que se viu sujeito. Um clube com a actual dimensão do PSG, que conta neste momento com jogadores de calibre mundial (Cavani, Ibrahimovic, Thiago Silva), não se pode contentar com pouco. A força do seu plantel confere-lhe o estatuto de principal candidato ao título francês (Lyon, Marselha e o mais recente clube milionário, Mónaco, ainda não apresentam argumentos suficientes para abalar a qualidade do PSG) e de equipa a ter em conta na Liga dos Campeões (se na época passada a equipa ainda estava em remodelação/adaptação, agora tem tudo para se afirmar na "prova rainha" e ambicionar o título).
 

Mundial Sub20: França, uma colecção de talentos capitaneada por Pogba


O Campeonato do Mundo Sub20 chegou ao fim. A França derrotou o Uruguai no desempate fatídico através da marcação de grandes penalidades, depois do nulo registado ao fim de 120 minutos, e ergueu o troféu pela primeira vez na sua história. O Gana, besta negra de Portugal (que, diga-se de passagem, foi uma das desilusões do torneio), venceu o Iraque, uma das mais agradáveis surpresas da prova, por 3-0 no jogo de atribuição do terceiro e quarto lugar. À semelhança de Portugal, Espanha (eliminada pelo Uruguai) e Inglaterra (já vem sendo hábito) foram as selecções que mais surpreenderam pela negativa, não obstante as eliminações precoces de Colômbia e Paraguai.
 
 
Não foi à toa que a selecção da França, à partida uma das três grandes candidatas à conquista do troféu, se sagrou campeã mundial. O talento começa na baliza: Aréola é um jogador formado no Paris SG, habituado a trabalhar entre/com os melhores. Na defesa actuam jogadores que costumam ser titulares nos seus clubes (franceses, na sua maioria) - Digne é um dos laterais esquerdos mais promissores. No entanto, tanto o meio-campo como o sector mais avançado possuem as maiores referências desta jovem equipa: Kondogbia já começou a ser associado a vários clubes de renome, mas é Paul Pogba, capitão destes Sub20 franceses, quem merece o maior destaque. O médio da Juventus é o coração do meio-campo francês, um jogador que pauta o jogo, que está em todo o lado do campo e técnica e tacticamente um jogador muito evoluído (foi merecidamente considerado o melhor jogador do torneio). Na frente de ataque há dois nomes que saltam à vista: Sanogo, que tinha tudo para explodir neste Mundial, é um ponta-de-lança muito forte fisicamente e dotado de uma grande técnica, dada a sua envergadura física; Thauvin foi uma das grandes revelações do torneio - um extremo promissor, muito evoluído tecnicamente e com uma facilidade de desequilíbrio das defensivas contrárias impressionante (uma promessa que deve ser levada em consideração durante os próximos meses).