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Brasil volta a desiludir e fica em 4.º lugar

Brasil volta a desiludir e fica em 4.º lugar
Brasil 0-3 Holanda

Há que tirar o chapéu a Van Gaal e a esta Holanda. A Holanda terminou o Mundial'2014 na 3.ª posição remetendo o Brasil, país anfitrião, para o 4.º posto. O golo de penálti de Van Persie logo no início da partida pôs novamente a nu as fragilidades desta selecção brasileira. Num encontro marcado pela má arbitragem, a Holanda voltou a demonstrar a sua organização e sai deste Mundial com um amargo na boca devido ao epílogo do jogo diante da Argentina, mas com uma sensação de dever cumprido. Aliás, é impressionante a forma como Van Gaal conseguiu montar uma equipa tão disciplinada e como elementos como Blind, Vlaar, De Vrij, Janmaat, Kuyt e Robben se exibiram a um nível muito alto ao longo da competição. Quanto ao Brasil, ficou órfão de qualquer tipo de aspiração mais alta após a lesão de Neymar, o que demonstra bem a importância do craque do Barcelona nesta selecção de Scolari, mas tinha jogadores capazes de fazer muito melhor nestes últimos dois jogos. O ataque voltou a ser uma nulidade e defensivamente a equipa voltou a tremer imenso. Óscar, mesmo sem deslumbrar e com funções diferentes daquelas que normalmente costuma exercer, foi dos melhores.

Romero garante final à Argentina de Sabella

Romero garante final à Argentina de Sabella
Holanda 0-0 Argentina (2-4 após g.p.)

Mais uma partida decidida nos penáltis, a 4.ª do Mundial'2014. O equilíbrio e o receio foram os ingredientes principais do jogo durante o tempo regulamentar. Cillessen e Romero estiveram muito seguros entre os postes - o argentino destacou-se na marcação de grandes penalidades - mas foram os defesas a razão pela qual o 0-0 persistiu durante tanto tempo (Vlaar e De Vrij, na Holanda, Garay e Demichelis, na Argentina, fizeram exibições imperiais). Robben voltou a demonstrar uma capacidade explosiva impressionante, Kuyt fez uma exibição muito sólida a lateral e Blind voltou a demonstrar bastante simplicidade na forma como joga. Já na Argentina, Messi fora algumas fintas em zonas menos perigosas ou lances de bola parada foi bem anulado pelo adversário, Lavezzi e Higuaín estiveram apagados, Enzo jogou bem na condição de titular e Mascherano foi o melhor em campo (tem sido o melhor argentino nesta fase a eliminar).

Krul, o herói da Holanda nos penáltis; Argentina não dá hipóteses à Bélgica

Krul, o herói da Holanda nos penáltis; Argentina não dá hipóteses à Bélgica
Holanda 0-0 Costa Rica (4-3 após g.p.)

A Costa Rica aguentou-se bem durante 120 minutos mas Tim Krul, aposta específica de Van Gaal para os penáltis, travou as aspirações da selecção que mais surpreendeu neste Mundial'2014. A Holanda só se pode queixar a si própria pelo nulo (oportunidades não faltaram). Robben esteve novamente activo, Van Persie demasiado perdulário e a defesa esteve insuperável (os costa-riquenhos apenas remataram uma vez à baliza). Do lado contrário valeu Keylor Navas a aguentar o empate e uma defesa bastante concentrada, como assim nos habituou (apenas um golo sofrido em toda a prova), que teve em Giancarlo González e Umaña dois autênticos muros. Mérito ainda para Van Gaal por ter reservado (e bem) a sua última substituição para as grandes penalidades (decisão que irá ficar para a história).



Argentina 1-0 Bélgica

Uma Bélgica irreconhecível, talvez ainda fatigada devido ao encontro dos oitavos-de-final. Incrível como o conjunto de Wilmots demonstrou pouca capacidade para tentar dar a volta ao resultado (De Bruyne foi dos poucos a safar-se). Um golo de Higuaín foi suficiente para colocar a Argentina nas meias-finais, num encontro marcado pela lesão de Di María (Enzo Pérez entrou para o seu lugar). A defesa argentina esteve em destaque, com Biglia a oferecer maior qualidade que Gago ao meio-campo e um trio de luxo na frente de ataque (melhor jogo de Higuaín até ao momento, Messi desequilibrou principalmente no 1.º tempo, Lavezzi também se foi apagando).

Holanda consegue reviravolta com muito sofrimento; Costa Rica faz história ao eliminar a Grécia

Holanda consegue reviravolta com muito sofrimento; Costa Rica faz história ao eliminar a Grécia
Holanda 2-1 México

Quase tínhamos uma "meia surpresa" nestes oitavos-de-final. O México voltou a demonstrar que é uma selecção bastante organizada e coesa mas o golo de Sneijder aos 88' abalou um colectivo que até então tinha estado praticamente irrepreensível. Depois de uma 1.ª parte em que o México teve sinal mais (Herrera voltou a destacar-se), a etapa complementar começou com o golo mexicano, que levou a equipa a recuar no terreno e assim oferecer a iniciativa aos holandeses. Apesar das dificuldades sentidas, a Holanda foi feliz na forma como igualou e marcou já para lá dos 90'. Robben voltou a ser o destaque na Holanda (o processo ofensivo passa quase todo pela sua capacidade de desequilíbrio), Huntelaar foi decisivo a partir do banco (Depay também entrou bem) mas não se percebem alguns aspectos tácticos de Van Gaal ao longo da partida (ausência de Janmaat e aposta feita logo após o 0-1), se bem que o mérito do resultado têm origem no próprio técnico. Já Miguel Herrera teve o azar do seu lado: jogou para o 1-0 mas a equipa não teve a capacidade de repetir o que havia feito diante da Croácia. Foi notória a ausência de Vázquez no centro, mas é difícil apontar o dedo a uma selecção que foi surpreendendo ao longo do torneio pela forma organizada como ocupava o campo.



Costa Rica 1-1 Grécia (5-3 após g.p.)

Grande percurso de Fernando Santos neste Mundial'2014. No único jogo em que a sua equipa esteve melhor não teve a mesma ponta de sorte no momento crucial. Sokratis ainda alimentou a "tragédia grega" mas Keylor Navas colocou um ponto final nas aspirações dos helénicos. O guardião foi adiando o desfecho, não conseguiu segurar a vitória dos costa-riquenhos aos 90', mas evitou a reviravolta aos 120' e selou o apuramento nos penáltis. Umaña e Giancarlo González destacaram-se no centro da defesa, Bryan Ruíz voltou a fazer uma partida muito positiva mas a equipa mal conseguiu provocar estragos após a expulsão de Oscar Duarte devido ao facto de terem 10 elementos e ao desgaste físico. Vitória histórica para a Costa Rica, que assim alcança os quartos-de-final de um Mundial pela primeira vez na sua história! Na Grécia, Sokratis foi o homem mais na defesa, Karagounis esteve impressionante durante 120 minutos e Christodoulopoulos também se exibiu a bom nível.

Grupo B: Holanda segura o 1.º lugar do grupo

Grupo B: Holanda segura o 1.º lugar do grupo
Holanda 2-0 Chile

Partida que serviu apenas para decidir quem ficava em 1.º lugar no grupo. Partida equilibrada, com a Holanda a demonstrar que está muito forte nas transições ofensivas e o Chile a mostrar que consegue manter um ritmo ofensivo durante um jogo inteiro. No fim, foi a Holanda a sorrir. Robben voltou a ser decisivo (tem sido o melhor jogador do Mundial'2014 a par de Neymar), Depay continua a fazer a diferença a partir do banco e a defesa esteve muito segura (Janmaat voltou a deixar boas indicações). Do lado chileno, cujo maior destaque foi Alexis Sánchez, sair sem golos acaba por penalizar a atitude da equipa.



Austrália 0-3 Espanha

Jogo que serviu para cumprir calendário e para marcar a despedida da selecção que dominou o futebol durante os últimos (o Adjunto1x2 já tinha avisado que seria muito improvável a Espanha renovar o título mundial). Del Bosque optou por rodar a equipa e a Espanha venceu uma Austrália refém de Tim Cahill (suspenso por acumulação de amarelos) com muita naturalidade. Villa confirmou que devia ter tido outro protagonismo nesta fase de grupos (um golo de belo efeito), Iniesta esteve melhor no meio-campo e a defesa esteve muito segura.

Grupo B: Holanda e Chile apuram-se para os "oitavos" (Espanha elminada do Mundial'2014... na fase de grupos)

Grupo B: Holanda e Chile apuram-se para os "oitavos" (Espanha elminada do Mundial'2014... na fase de grupos)
Austrália 2-3 Holanda

Mais uma grande réplica dos australianos que vão sair deste Mundial de cabeça bem erguida. A Holanda teve muitas dificuldades para criar situações de perigo perante uma selecção bem organizada no terreno de jogo e valeu-lhe a eficácia para levar a partida de vencida. Um jogo feito de momentos: dois golos no espaço de dois minutos (o de Cahill, que se despediu dos Mundiais em beleza, é o melhor da competição até agora), uma lesão que permitiu a entrada de Depay, jovem que mexeu com o jogo (um golo e uma assistência), e que fez o 3-2 final depois de a Austrália ter tido essa oportunidade na jogada imediatamente anterior. Jedinak e Leckie rubricaram boas exibições do lado australiano e Robben, Van Persie, Blind e Nigel de Jong (é uma das peças-chave do esquema de Van Gaal) tiveram as melhoras notas a seguir ao jovem Depay.



Espanha 0-2 Chile

Escandaloso! A qualidade do Chile era certa e sabida mas a forma como a Espanha, detentora do título mundial e bi-campeã europeia, caiu ao segundo jogo é simplesmente inacreditável. Mais um jogo em que o ADN da Espanha não transpareceu para dentro de campo (nem mesmo na Taça das Confederações se assistiu a isto), com vários passes errados e uma passividade defensiva demasiado anormal. Na frente foi uma nulidade - David Silva pouco ou nada fez, Pedro não desequilibrou e Diego Costa ainda nem fez um remate à baliza em dois jogos (Villa, até pelo que foi demonstrando antes do início do Mundial'2014, merecia outro protagonismo). Mérito também para o Chile, que montou um meio-campo muito organizado e possuiu uma dupla de avançados (Vargas e Alexis Sánchez) em constante movimento. Bravo também se demonstrou muito seguro entre os postes (quatro defesas de grande nível) e com bola nos pés.

Grupo B: Holanda humilha a campeã em título, réplica da Austrália não chegou para abater o Chile

Espanha 1-5 Holanda

Deverá ser o resultado mais chocante deste Mundial'2014. Xabi Alonso, de penálti (duvidoso), ainda adiantou os espanhóis no marcador mas a surpresa estava para vir. A Holanda empatou à beira do intervalo (belo golo de Van Persie, que mais tarde bisou) e vergou a Espanha na 2.ª parte. Robben (dois golos, o outro, antecedido de falta, foi de De Vrij) "destruiu" a equipa adversária, Janmaat e sobretudo Blind (duas grandes assistências) fizeram um excelente trabalho nas alas (Vlaar também disse presente no centro da defesa), Nigel De Jong deu força ao meio-campo (De Guzman foi o mais apagado), mas acima de tudo fica na retina a lição táctica dada pelo técnico Louis Van Gaal (com o passar do tempo o meio-campo espanhol tornou-se inofensivo e a Holanda explorava de forma inteligente o contra-ataque). Do lado espanhol, Casillas teve um dia para esquecer e foi o reflexo daquilo que a Espanha (não) fez na 2.ª metade (é impossível destacar alguém de forma positiva perante esta goleada).



Chile 3-1 Austrália

Este jogo poderia ter tido outros contornos. Uma entrada forte dos chilenos fê-los adiantar-se por 2-0 à passagem dos 15' mas o golo de Tim Cahill foi fulcral para o desenrolar da partida. O Chile só voltou a ser perigoso durante o último quarto de hora do jogo e teve de sofrer bastante para conseguir segurar os três pontos (Beausejour fez o 3-1 para lá dos 90'). Alexis Sánchez (um golo e uma assistência) foi o principal rosto da força ofensiva do Chile Valdívia (autor do 2.º golo), na 1.ª parte, e Beausejour, nos poucos minutos que esteve em campo, também estiveram bem, já Vidal e Vargas estiveram bem mais discretos. Apesar de ser evidente que a Austrália é a selecção mais fraca do grupo, Tim Cahill (principal referência), Leckie (exibição esforçada) e Davidson (boa exibição deste lateral) foram os principais rostos da excelente resposta dos Socceroos.