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Grupo B: Holanda segura o 1.º lugar do grupo

Grupo B: Holanda segura o 1.º lugar do grupo
Holanda 2-0 Chile

Partida que serviu apenas para decidir quem ficava em 1.º lugar no grupo. Partida equilibrada, com a Holanda a demonstrar que está muito forte nas transições ofensivas e o Chile a mostrar que consegue manter um ritmo ofensivo durante um jogo inteiro. No fim, foi a Holanda a sorrir. Robben voltou a ser decisivo (tem sido o melhor jogador do Mundial'2014 a par de Neymar), Depay continua a fazer a diferença a partir do banco e a defesa esteve muito segura (Janmaat voltou a deixar boas indicações). Do lado chileno, cujo maior destaque foi Alexis Sánchez, sair sem golos acaba por penalizar a atitude da equipa.



Austrália 0-3 Espanha

Jogo que serviu para cumprir calendário e para marcar a despedida da selecção que dominou o futebol durante os últimos (o Adjunto1x2 já tinha avisado que seria muito improvável a Espanha renovar o título mundial). Del Bosque optou por rodar a equipa e a Espanha venceu uma Austrália refém de Tim Cahill (suspenso por acumulação de amarelos) com muita naturalidade. Villa confirmou que devia ter tido outro protagonismo nesta fase de grupos (um golo de belo efeito), Iniesta esteve melhor no meio-campo e a defesa esteve muito segura.

Grupo B: Holanda e Chile apuram-se para os "oitavos" (Espanha elminada do Mundial'2014... na fase de grupos)

Grupo B: Holanda e Chile apuram-se para os "oitavos" (Espanha elminada do Mundial'2014... na fase de grupos)
Austrália 2-3 Holanda

Mais uma grande réplica dos australianos que vão sair deste Mundial de cabeça bem erguida. A Holanda teve muitas dificuldades para criar situações de perigo perante uma selecção bem organizada no terreno de jogo e valeu-lhe a eficácia para levar a partida de vencida. Um jogo feito de momentos: dois golos no espaço de dois minutos (o de Cahill, que se despediu dos Mundiais em beleza, é o melhor da competição até agora), uma lesão que permitiu a entrada de Depay, jovem que mexeu com o jogo (um golo e uma assistência), e que fez o 3-2 final depois de a Austrália ter tido essa oportunidade na jogada imediatamente anterior. Jedinak e Leckie rubricaram boas exibições do lado australiano e Robben, Van Persie, Blind e Nigel de Jong (é uma das peças-chave do esquema de Van Gaal) tiveram as melhoras notas a seguir ao jovem Depay.



Espanha 0-2 Chile

Escandaloso! A qualidade do Chile era certa e sabida mas a forma como a Espanha, detentora do título mundial e bi-campeã europeia, caiu ao segundo jogo é simplesmente inacreditável. Mais um jogo em que o ADN da Espanha não transpareceu para dentro de campo (nem mesmo na Taça das Confederações se assistiu a isto), com vários passes errados e uma passividade defensiva demasiado anormal. Na frente foi uma nulidade - David Silva pouco ou nada fez, Pedro não desequilibrou e Diego Costa ainda nem fez um remate à baliza em dois jogos (Villa, até pelo que foi demonstrando antes do início do Mundial'2014, merecia outro protagonismo). Mérito também para o Chile, que montou um meio-campo muito organizado e possuiu uma dupla de avançados (Vargas e Alexis Sánchez) em constante movimento. Bravo também se demonstrou muito seguro entre os postes (quatro defesas de grande nível) e com bola nos pés.

Grupo B: Holanda humilha a campeã em título, réplica da Austrália não chegou para abater o Chile

Espanha 1-5 Holanda

Deverá ser o resultado mais chocante deste Mundial'2014. Xabi Alonso, de penálti (duvidoso), ainda adiantou os espanhóis no marcador mas a surpresa estava para vir. A Holanda empatou à beira do intervalo (belo golo de Van Persie, que mais tarde bisou) e vergou a Espanha na 2.ª parte. Robben (dois golos, o outro, antecedido de falta, foi de De Vrij) "destruiu" a equipa adversária, Janmaat e sobretudo Blind (duas grandes assistências) fizeram um excelente trabalho nas alas (Vlaar também disse presente no centro da defesa), Nigel De Jong deu força ao meio-campo (De Guzman foi o mais apagado), mas acima de tudo fica na retina a lição táctica dada pelo técnico Louis Van Gaal (com o passar do tempo o meio-campo espanhol tornou-se inofensivo e a Holanda explorava de forma inteligente o contra-ataque). Do lado espanhol, Casillas teve um dia para esquecer e foi o reflexo daquilo que a Espanha (não) fez na 2.ª metade (é impossível destacar alguém de forma positiva perante esta goleada).



Chile 3-1 Austrália

Este jogo poderia ter tido outros contornos. Uma entrada forte dos chilenos fê-los adiantar-se por 2-0 à passagem dos 15' mas o golo de Tim Cahill foi fulcral para o desenrolar da partida. O Chile só voltou a ser perigoso durante o último quarto de hora do jogo e teve de sofrer bastante para conseguir segurar os três pontos (Beausejour fez o 3-1 para lá dos 90'). Alexis Sánchez (um golo e uma assistência) foi o principal rosto da força ofensiva do Chile Valdívia (autor do 2.º golo), na 1.ª parte, e Beausejour, nos poucos minutos que esteve em campo, também estiveram bem, já Vidal e Vargas estiveram bem mais discretos. Apesar de ser evidente que a Austrália é a selecção mais fraca do grupo, Tim Cahill (principal referência), Leckie (exibição esforçada) e Davidson (boa exibição deste lateral) foram os principais rostos da excelente resposta dos Socceroos.

ESPANHA: A herança mantém o favoritismo

Grupo B: ESPANHA, Holanda, Chile e Austrália

É impossível deixar a Espanha de fora do lote de favoritos devido às conquistas dos últimos anos (Euro'2008 e Euro'2012, Mundial'2010, finalista da Taça das Confederações do ano passado e crescimento das equipas espanholas nas últimas épocas). Resta saber se o tiki-taka vai continuar a fazer mossa...

Repetir os feitos dos últimos anos é, sem dúvida, uma tarefa hercúlea. Mas fica no ar a dúvida quanto ao estilo de jogo que será adoptado (o tiki-taka dos outros anos foi abafado pela Itália em dois dos três últimos encontros entre ambas as nações e o Brasil vergou a Espanha na final da Taça das Confederações), já que a qualidade do elenco é inegável. Atrás, a grande indefinição prende-se com a posição de lateral direito (Juanfran e Azpilicueta disputarão a vaga), no meio-campo a titularidade de Xavi é a maior dúvida entre tantos elementos dotados de uma técnica invejável e na frente haverá uma disputa a quatro entre Fabregas, Torres, Villa e Diego Costa. À partida, os dois primeiros são os favoritos a ocupar a posição (a decisão variará consoante os adversários dos espanhóis) mas a experiência de "El Guaje" e a fantástica temporada do hispano-brasileiro complicarão as contas. Ainda assim, nota para as ausências de Llorente ou Negredo, capazes de oferecer poder físico e aéreo à frente de ataque espanhola, algo que parece faltar neste grupo de 23. Por último, vincar a dificuldade do grupo dos espanhóis (Holanda e Chile não serão fáceis) e realçar a obrigação de "La Roja" alcançar, pelo menos, as meias-finais da competição (uma análise algo semelhante com a que já havia sido feita no caso do Brasil).

Meio-campo do R. Madrid sofre com os amigáveis desta semana

Meio-campo do R. Madrid sofre com os amigáveis desta semana
Primeiro Khedira, agora Xabi Alonso. Se o primeiro caso é grave a nível individual - cerca de seis meses de paragem e Mundial em risco -, vejamos se o segundo não trará consequências nefastas para o próprio jogador (veio de lesão há poucas semanas e agora arrisca nova paragem).


Se a nível individual não haverá muito a dizer (é sempre chato ter este tipo de lesões ainda para mais em vésperas de participar num Campeonato do Mundo), a nível colectivo o caso merece maior atenção. Khedira é o tipo de médio que oferece estabilidade física e táctica ao meio-campo e não há ninguém no Real Madrid nem na selecção da Alemanha que possua essas características (se do lado do R. Madrid os trincos - Xabi Alonso incluído - ainda oferecem alguma garantia, do lado alemão Schweinsteiger parece ser a única solução fiável). Por outro lado, a ausência de Xabi Alonso, cuja lesão aparenta ser "uma simples" contusão, foi notória nos blancos - Illarramendi precisa de amadurecer para ser um trinco de excelência no onze. Se eventualmente não estiver a 100% no Mundial (ter estas lesões num curto espaço de tempo é o suficiente para quebrar o ritmo de um jogador e o espanhol já não caminha para novo), Busquets e Javi Martínez, atletas com outra experiência, serão, à partida, as opções B de Del Bosque.

Jovens promessas: o futuro do meio-campo espanhol (parte III)

O mercado de transferências ainda vai a meio, mas começa-se a fazer sentir o peso das competições que antecedem esta nova época que se avizinha. Real Madrid e Bayern garantiram a contratação de três craques do futuro, que brilharam no Campeonato Europeu Sub21, em negócios que envolveram uma quantia de 80M no seu total. Illarramendi, Thiago Alcântara e Isco são jogadores de meio-campo e prometem ser as opções do futuro na selecção espanhola.
 
 
Entre Illarra, Thiago e Isco, este último é o mais creativo, o que ocupa uma posição mais avançada no terreno de jogo, o construtor do jogo avançado da sua equipa. Afirmou-se no Málaga, tendo-lhe sido atribuída a distinção de Golden Boy de 2012, e agora deu o salto para o Real Madrid. À semelhança das duas outras promessas, Isco possui uma técnica impressionante e uma excelente visão de jogo. Apresenta um controlo de bola incrível e gosta de aparecer em zonas de finalização. Será interessante de se ver quais serão as escolhas de Ancelotti para o meio-campo blanco (Xabi Alonso deverá ser o mais recuado; Khedira, Özil, Modric e Isco lutarão pelas outras duas vagas). À semelhança de Thiago, tem tudo para fazer parte do actual plantel da selecção espanhola.
 

 

Jovens promessas: o futuro do meio-campo espanhol (parte II)

O mercado de transferências ainda vai a meio, mas começa-se a fazer sentir o peso das competições que antecedem esta nova época que se avizinha. Real Madrid e Bayern garantiram a contratação de três craques do futuro, que brilharam no Campeonato Europeu Sub21, em negócios que envolveram uma quantia de 80M no seu total. Illarramendi, Thiago Alcântara e Isco são jogadores de meio-campo e prometem ser as opções do futuro na selecção espanhola.
 
 
À partida pode parecer uma contratação desnecessária por parte de Guardiola (o meio-campo do Bayern já contava com Götze, Kroos, Schweinsteiger e, ainda que num sistema táctico diferente, Muller) mas o técnico espanhol sabe bem que o potencial de Thiago não pode ser ignorado. Foi decisivo no Europeu Sub21 (apontou um hat-trick na final) e não foi à toa que foi eleito "Melhor Jogador" do torneio. Trata-se de um jogador fenomenal, que impressiona pela sua capacidade técnica (finta, toque e controlo de bola, passe), capacidade nas transições ofensivas e que tem tudo para ser um dos melhores médios do mundo. Actua preferencialmente como
médio centro, mas pode assumir uma posição mais avançada no terreno, dada a sua inteligência. Conseguirá assumir um lugar no onze do Bayern?



Jovens promessas: o futuro do meio-campo espanhol (parte I)

O mercado de transferências ainda vai a meio, mas começa-se a fazer sentir o peso das competições que antecedem esta nova época que se avizinha. Real Madrid e Bayern garantiram a contratação de três craques do futuro, que brilharam no Campeonato Europeu Sub21, em negócios que envolveram uma quantia de 80M no seu total. Illarramendi, Thiago Alcântara e Isco são jogadores de meio-campo e prometem ser as opções do futuro na selecção espanhola.
 
Illarramendi - o jovem menos mediático (dos três nomes apresentados) mas que deu nas vistas na temporada passada. Não é exuberante, mas é um médio defensivo que promete e semelhante ao seu futuro colega de equipa, Xabi Alonso. À semelhança do internacional espanhol, tem no passe e na inteligência as suas principais armas. Possui uma técnica impressionante para a posição que ocupa no terreno, não tem medo de subir com a bola no pé e é competente nas tarefas defensivas. Apesar do seu poder de antecipação, as maiores dúvidas colocam-se quanto à sua capacidade no jogo aéreo e de afirmação num dos melhores clubes do mundo (ainda para mais num em que a pressão é gigante). A quantia gasta na sua contratação pode parecer exagerada mas Illarra é uma das maiores promessas espanholas e tem tudo para aprender e conseguir afirmar-se no clube e futuramente na selecção.
 
 
 
 

Taça das Confederações: antecipando o Espanha vs Itália (parte II)

Tendo em conta o jogo de hoje que irá colocar frente a frente os finalistas do Campeonato da Europa de 2012 - Espanha e Itália -, resolvi analisar a evolução de ambas as selecções desde 2006, ano em que a Itália venceu o Campeonato do Mundo e que marcou o início da "era espanhola". Após ter apresentado os dados estatísticos referentes à selecção italiana, é chegada a vez de fazer o mesmo em relação ao conjunto espanhol.
 
 
Se por um lado a Itália apresentou quebras de rendimento que marcaram pela negativa a participação em provas máximas (exceptuando o Euro 2012), no caso da Espanha o cenário é totalmente diferente - meio-campo de luxo, tiki-taka irrepreensível e uma hegemonia que ficará para a história do futebol:
- Depois da Itália ter conquistado o Mundial em 2006, a Espanha só não arrebatou um troféu - Taça das Confederações (2009)
- A Espanha não perdeu um único jogo de qualificação desde 2007 e só foi derrotada por uma vez (obra da Suíça) em fases finais de Campeonatos Europeus e Mundiais
- Incríveis registos defensivos e ofensivos (já para não falar das percentagens de posse de bola, que não estão representadas na tabela)
- Um registo de golos sempre positivo desde 2006, independentemente da natureza do jogo (amigável, jogo de qualificação, fase final)
 
Será justo afirmar que esta selecção espanhola é uma das três melhores de todos os tempos no que concerne ao futebol mundial? Até quando irá durar este domínio espanhol (imbatível há 51(!) jogos de Campeonatos Europeus e Mundiais, se contarmos com os  das fases de qualificação)? Partindo de um plano geral para outro mais particular: quem vencerá o jogo de hoje? A Itália (afectada por algumas lesões) terá hipóteses de emendar o resultado de 2012? Creio que será muito complicado, mas no futebol (como em qualquer outro desporto) surpresas acontecem...
 
 
NOTA: As informações apresentadas no quadro estão compreendidas entre Janeiro de 2006 e a data de publicação deste artigo
* Jogo decidido nos penaltis (ganho)
** Jogo decidido nos penaltis (perdido)