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Grupo D: Cabeça de Godín volta a ser decisiva

Grupo D: Cabeça de Godín volta a ser decisiva
Itália 0-1 Uruguai

Já tinha sido decisivo no jogo que valeu o título espanhol ao At. Madrid e quase deu a Liga dos Campeões ao clube da capital espanhola. Um cabeceamento de Diego Godín deu a vitória ao Uruguai sobre a Itália e garantiu a passagem aos oitavos-de-final. O jogo ficou marcado pela expulsão de Marchisio quando ainda se verificava o nulo, por mais um lance caricato a envolver Suárez (aparentemente mordeu o ombro de Chiellini) e levou a que Prandelli colocasse o lugar à disposição após a eliminação da Squadra Azzurra. Quanto a destaques, Verratti, enquanto se aguentou em campo, foi o melhor nos italianos, Buffon fez três defesas de grande qualidade, mas o ataque foi totalmente anulado pela defesa do Uruguai (a Itália apenas fez um remate à baliza). Arévalo Rios esteve novamente bem no meio-campo dos sul-americanos.



Costa Rica 0-0 Inglaterra

Um jogo que serviu essencialmente para cumprir calendário e que marcou a despedida de certas figuras incontornáveis da Inglaterra, como Lampard ou Gerrard, dos Mundiais. Mais do mesmo: a Inglaterra, que esteve quase sempre por cima na partida, teve dificuldades em criar lances de perigo e a Costa Rica voltou a demonstrar a sua excelente organização no terreno de jogo. Sturridge foi quem mais se evidenciou nos ingleses mas pela pior razão (falhou vários golos), Lampard mostrou que devia ter tido outro protagonismo neste Mundial e Ben Foster substituiu bem Joe Hart. Do lado costa-riquenho, Tejeda, Celso Borges e Bryan Ruiz foram os que mais se destacaram.

Grupo D: Costa Rica causa choque no Mundial'2014

Grupo D: Costa Rica causa choque no Mundial'2014
Uruguai 2-1 Inglaterra

Duas selecções que partiam em desvantagem devido às derrotas na jornada inaugural e que lutavam pela vida neste encontro. Partida equilibrada com Suárez a lembrar aos ingleses o porquê de ter sido o melhor marcador da Premier League. Excelente jogo do avançado que tinha ficado de fora contra a Costa Rica, que bisou e aumentou as esperanças dos uruguaios. Álvaro Pereira e Arévalo Rios também estiveram bem, enquanto a Inglaterra, que tem estado muito abaixo do que se esperava, continua a demonstrar várias dificuldades na organização de jogo do meio-campo para a frente (Baines foi talvez quem mais se destacou nos ingleses).



Itália 0-1 Costa Rica

Há que reconhecer o erro de ter deixado a Costa Rica completamente posta de parte neste grupo... Organização táctica fantástica, uma defesa e um guarda-redes que voltaram a não tremer e desengane-se quem pensa que esta Costa Rica apenas se limita a encostar o autocarro em frente à baliza (teve várias oportunidades e um penálti por assinalar). A Itália praticamente não rematou à baliza contrária (Pirlo voltou a ser dos melhores) e terá agora de discutir a passagem à próxima fase com o Uruguai quando nada o fazia prever (parte em vantagem devido à diferença de golos).

Grupo D: Costa Rica é líder do grupo, Itália leva a melhor sobre a Inglaterra

Grupo D: Costa Rica é líder do grupo, Itália leva a melhor sobre a Inglaterra
Uruguai 1-3 Costa Rica

Quando muitas pessoas ainda não digeriram a goleada que a Espanha sofreu eis que isto acontece. Resultado escandaloso mas que premeia a persistência costa-riquenha e castigo a apatia uruguaia. Cavani adiantou a formação sul-americana através de uma grande penalidade, Keylor Navas foi negando o segundo tento e Joel Campbell (um golo e uma excelente assistência para Ureña e a certeza de que o seu valor de mercado vai subir após o Mundial) vergou o conjunto de Óscar Tabárez. Duas notas adicionais: no momento do 2.º golo da Costa Rica, Oscar Duarte encontra-se em posição irregular no momento do cruzamento de Bolaños (duas assistências); o vermelho directo visto por Maxi Pereira já para lá dos 90' foi o reflexo da desorientação dos uruguaios, que não usaram Luis Suárez (incomodado por lesão) durante o 2.º tempo.



Inglaterra 1-2 Itália

Um grande encontro que colocou frente a frente duas selecções com comportamentos totalmente distintos. O jogo de posse dos italianos e a forma como dominaram o meio-campo impediu que os ingleses tomassem as rédeas da partida, limitando-os a jogar em contra-ataque (no último quarto de hora a Itália recuou mais). Os golos de Marchisio e Balotelli dão, assim, um ascendente importante à Itália num grupo onde a Costa Rica é, para já, líder de forma surpreendente. Pirlo foi, como se esperava, um maestro e desequilibrou a balança para o lado dos italianos. Darmian (muito seguro e bem a apoiar o ataque), Candreva (preencheu o corredor direito e ainda fez uma assistência) e Sirigu (ocupou bem a vaga de Buffon) também se exibiram a bom nível. Do lado dos ingleses, Sturridge (autor do golo), Sterling (acusou alguma inexperiência) e Glen Johnson (bom apoio ofensivo) foram os mais inconformados mas nem sempre decidiram bem.

ITÁLIA e FRANÇA: As duas grandes incógnitas

Apresentados os cinco favoritos à conquista do Mundial'2014 (Brasil, Espanha, Argentina, Alemanha e Portugal), são agora tidas em conta duas selecções cuja prestação e aspirações na competição são uma verdadeira incógnita. No entanto, pela história recente, força do plantel e grupo onde estão inseridas (situação bem diferente entre ambas), Itália e França não devem ser desconsideradas.


Grupo D: Uruguai, Costa Rica, Inglaterra e ITÁLIA

Juntamente com o grupo de Portugal, este é definitavemente o "grupo da morte". Ainda assim, uma selecção que conseguiu anular o tiki-taka da Espanha nos seus últimos jogos, alia experiência a talento emergente e foi finalista no Euro'2012 tem um ascendente superior sobre ingleses e uruguaios.

O pragmatismo italiano e a inteligência táctica de Prandelli. A defesa apresenta elementos de qualidade mundial mas recentemente tem mostrado vulnerabilidade; no ataque Balotelli é um x-factor (tanto pode passar ao lado do jogo como decidi-lo), Cassano tem potencial para ser a segunda escolha, mas a forma de Immobile deve ser tida em consideração; o meio-campo, dotado de um cérebro chamado Pirlo e elementos fulcrais como De Rossi, Marchisio e a estrela em ascensão Verratti, continua a ser o sector imprecindível para a boa forma dos italianos (tacticamente é muito forte).



Grupo E: Suíça, Equador, FRANÇA e Honduras

Na teoria, o grupo é demasiado acessível para conseguir o primeiro lugar e evitar surpresas de maior. Na prática, os franceses têm a habilidade de não aproveitar a qualidade do elenco e complicar o que parece fácil (foi o que aconteceu em 2002 e 2010, já em 2006 foram finalistas vencidos).

Estiveram com um pé de fora do Brasil aquando dos playoffs (viraram uma desvantagem de 0-2 frente à Ucrânia) e perderam Ribéry nas últimas semanas. Conseguiram fazer frente à Espanha durante a fase de qualificação, possuem uma equipa com muita qualidade e o facto de não haver expectativas elevadas em torno desta selecção apenas abona a seu favor. Analisando os 23: é uma das três selecções com melhor relação quantidade/qualidade. O quarteto Debuchy-Varane-Sakho-Evra oferece garantias defensivas (os laterais também acompanham bem o ataque), um meio-campo com Matuidi, Pogba e Cabaye alia qualidade de passe a segurança defensiva e técnica e na frente Benzema deverá ocupar a vaga deixada em aberto por Ribéry (Valbuena e Giroud serão os outros titulares). Resta saber como se irá comportar esta selecção sem o extremo do Bayern, mas se se adaptar bem à sua ausência poderá chegar longe.

Taça das Confederações: antecipando o Espanha vs Itália (parte II)

Tendo em conta o jogo de hoje que irá colocar frente a frente os finalistas do Campeonato da Europa de 2012 - Espanha e Itália -, resolvi analisar a evolução de ambas as selecções desde 2006, ano em que a Itália venceu o Campeonato do Mundo e que marcou o início da "era espanhola". Após ter apresentado os dados estatísticos referentes à selecção italiana, é chegada a vez de fazer o mesmo em relação ao conjunto espanhol.
 
 
Se por um lado a Itália apresentou quebras de rendimento que marcaram pela negativa a participação em provas máximas (exceptuando o Euro 2012), no caso da Espanha o cenário é totalmente diferente - meio-campo de luxo, tiki-taka irrepreensível e uma hegemonia que ficará para a história do futebol:
- Depois da Itália ter conquistado o Mundial em 2006, a Espanha só não arrebatou um troféu - Taça das Confederações (2009)
- A Espanha não perdeu um único jogo de qualificação desde 2007 e só foi derrotada por uma vez (obra da Suíça) em fases finais de Campeonatos Europeus e Mundiais
- Incríveis registos defensivos e ofensivos (já para não falar das percentagens de posse de bola, que não estão representadas na tabela)
- Um registo de golos sempre positivo desde 2006, independentemente da natureza do jogo (amigável, jogo de qualificação, fase final)
 
Será justo afirmar que esta selecção espanhola é uma das três melhores de todos os tempos no que concerne ao futebol mundial? Até quando irá durar este domínio espanhol (imbatível há 51(!) jogos de Campeonatos Europeus e Mundiais, se contarmos com os  das fases de qualificação)? Partindo de um plano geral para outro mais particular: quem vencerá o jogo de hoje? A Itália (afectada por algumas lesões) terá hipóteses de emendar o resultado de 2012? Creio que será muito complicado, mas no futebol (como em qualquer outro desporto) surpresas acontecem...
 
 
NOTA: As informações apresentadas no quadro estão compreendidas entre Janeiro de 2006 e a data de publicação deste artigo
* Jogo decidido nos penaltis (ganho)
** Jogo decidido nos penaltis (perdido)
 

Taça das Confederações: antecipando o Espanha vs Itália (parte I)


Espanha e Itália disputarão amanhã a segunda meia-final, naquela que será uma reedição da final do último Campeonato da Europa, na altura vencido pelos ibéricos (4-0). Frente a frente irão estar as duas nações carismáticas no que ao futebol internacional diz respeito e as últimas a vencer o Campeonato do Mundo. Aliás, desde 2006, ano em que a Itália conquistou o Campeonato do Mundo, a hegemonia espanhola tem sido avassaladora. Como têm sido os percursos de ambas as selecções desde essa competição?
 
 
A Itália tem feito uma caminhada irregular e algo peculiar depois de ter conquistado o Campeonato do Mundo de 2006:
- Os melhores registos remetem para as fases de qualificação para Campeonatos da Europa ou do Mundo (apenas uma derrota desde 2006 e um registo de golos sempre positivo)
- Existe um registo negativo de golos em todas as grandes competições posteriores ao Campeonato do Mundo de 2006
- Em cinco grandes competições, a Itália já venceu uma (2006)e foi finalista vencida noutra (2012); no entanto, também não passou da fase de grupos em duas ocasiões (2009 e 2010)
 
Como se explica esta incapacidade da Itália se afirmar nas grandes competições desde 2006? A final da Liga dos Campeões desse ano foi disputada por dois clubes italianos, a Bola de Ouro desse ano foi entregue a Cannavaro (Buffon em segundo), os italianos venceram o Campeonato do Mundo e no ano seguinte o AC Milan ganhou a Liga dos Campeões. Como se explica a quebra de rendimento? O Campeonato Europeu de 2012 foi o ponto de viragem?
 
 
NOTA: As informações apresentadas no quadro estão compreendidas entre Janeiro de 2006 e a data de publicação deste artigo
* Jogo decidido nos penaltis (ganho)
** Jogo decidido nos penaltis (perdido)